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Rwandeses denunciam absolvição de presumíveis genocidas

A “Ibuka” (Lembra-te, na língua nacional Kinyarwanda), uma das principais associações de sobreviventes do genocídio de 1994 no Rwanda, mobilizou, esta Segunda-feira (11), em Kigali centenas de manifestantes para denunciar a recente decisão do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR) que absolveu no início de Fevereiro corrente dois antigos responsáveis do Governo presumíveis genocidas.

A manifestação mobilizou centenas de participantes, segundo a Polícia, mas um outro balanço da associação dos sobreviventes indica cerca de mil.

Num comunicado divulgado, esta Segunda-feira, o presidente da Ibuka, Jean Pierre Dusingizemungu, declarou que esta absolvição pronunciada pelo TPIR “constitui uma humilhação” para as vítimas do genocídio e uma outra forma de “ridiculizar” os sobreviventes desta tragédia.

Os sobreviventes do genocídio exprimem a sua “frustração” contra as absolvições decididas várias vezes por esta jurisdição onusina, incluindo a libertação em 2009 dum suposto genocida chave, na pessoa de Protais Zigiranyirazo, mais conhecido por «Senhor Z», bem como o padre católico Hormisdas Nsengimana.

Desde a abertura do primeiro julgamento a 9 de Janeiro de 1997, o TPIR pronunciou 55 vereditos de primeira instância relativos a 75 pessoas.

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