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Tron: o legado em 3D

Algum dos leitores se lembra de um filme futurista, nos tempos áureos das cassetes VHS, onde um autoritário líder de uma empresa de informática cria um software de controlo geral de tudo? Estávamos nos anos oitenta e Kevin Flynn, protagonizado pelo actor Jeff Bridges, um génio da programação, acaba por ser digitalizado e, com a ajuda de Tron, um soldado criado por Alan Bradley, vai tentar derrotar o vilão no seu terreno virtual de jogos. O tempo passou, o VHS caiu em desuso, chegaram os DVD´s e o cinema hoje faz-se, e assiste-se a três dimensões – o famoso 3D.

Na sequência do filme de 1982 que estreou em Dezembro, “Tron – O Legado”, pensado de raiz e filmado como um verdadeiro filme 3D, todos os efeitos especiais que no passado só podiam ser sonhados pelas mentes mais futuristas são uma realidade neste filme realizado pelo estreante Joseph Kosinski.

Flynn que desapareceu há 20 anos, deixando sozinho um filho de seis, Sam, está aprisionado no mundo virtual. Agora, o velho Alan Bradley recebe uma mensagem no pager (sim, ele nunca largou o pager) enviada pelo computador de Flynn, desactivado desde mil novecentos e troca o passo.

Tudo isto é contado em 2D, preparando o espectador para um mergulho num dos raros 3D produzidos recentemente que se recomendam e justificam, até ao momento que Sam parte em busca do pai no mundo do grande jogo de computador.

O realizador Joe Kasinski utilizou a tecnologia introduzida em “O curioso caso de Benjamin Button”, sobre um homem cuja aparência se vai rejuvenescendo à medida que a sua idade avança, e criou um personagem humano completamente virtual, Clu, interpretado por Jeff Bridges, que também foi o astro do “Tron” original, com a mesma cara que o actor tinha há quase três décadas.

O realizador do primeiro filme, Steven Lisberger, afirmou que produzir o novo “Tron” foi facilitado pelo tipo de tecnologia que o filme original mostrava como ficção científica.

“A ironia aqui é que, há 29 anos atrás, estávamos a tentar descobrir como colocar o personagem de Jeff Bridges no ciberespaço, e eu tive essa ideia maluca de que um laser o scaneia e o leva à rede. Agora, no filme “Tron – O Legado”, eles scaneiam Jeff com um laser em tempo real e ele aparece na realidade na tela.”

Tron é um filme a não perder no cinema e para ver em 3D, porque sem essa magia o enredo é cansativo e um tanto ou quando fraco. Infelizmente em Moçambique não há previsão de estreia desta película no cinema, nem no formato tradicional. Filmes em 3D no cinema em Moçambique ainda são um futurismo, a nossa esperança é que isso não aconteça apenas no tão propalado futuro melhor!

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