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Tribunal Supremo moçambicano solta Danish Satar

Danish Abdul Satar, suspeito de envolvimento nos raptos que abalam Moçambique desde 2011, foi restituído à liberdade, na segunda-feira (06), seis meses depois da sua prisão, que aconteceu no ano passado, na cidade italiana, Roma, e foi extraditado para o país em Janeiro último.

Danish Satar é filho de Asslam Satar, que desde a década de 90 anda fugitivo após liderar com sucesso um rombo de 144 biliões de meticais (antiga família) no extinto Banco Comercial de Moçambique (BCM).

Em declarações a alguns órgãos de comunicação social, a partir da sua casa e horas depois de ser solto, Danish alegou que a justiça moçambicana persegue a sua família e ele não percebe por que motivos, uma vez que os crimes que pesam sobre si são falsos.

Não são conhecidos ao detalhe os contornos que ditaram a soltura de Danish, também sobrinho de Momade Assif Abdul Satar (Nini), um dos mandantes do assassinato do jornalista Carlos Cardoso, ora em Londres, supostamente em tratamento médico.

Entretanto, o Tribunal Supremo proíbe Danish de se comunicar com os arguidos, vítimas e testemunhas de acusação dos processos n.º 1960-B/2012, 5632-B/11, 8609-B/11, 9057-B/11, 1000-B/12 e 10836-B/2012, bem como deve manter-se longe deles a uma distância de pelo menos 50 metros.

Caso o acusado não queira novamente recolher aos calabouços, deverá não frequentar casinos, hotéis, clubes noturnos, pousadas e outros estabelecimentos similares, para além de estar sujeito a uma vigilância permanente da Polícia.

Danish deve ainda apresentar-se ao tribunal todas às segundas-feiras, pelas 10h00, e não sair de Moçambique nem da cidade de Maputo sem prévia autorização judicial. Neste contexto, foi forçado a entregar os documentos que possa usar para a viagem.

Aliás, Nini, que se exibe nas redes sociais, para além ser considerado um estratega no dossier sequestros – Jorge Khalau, ex-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique – é igualmente cúmplice na fraude ao ex-BCM.

Nini e Khalau chegaram a trocar vários “mimos” na imprensa por conta dos raptos. Mas tem-se afirmado, à boca grande, que falta coragem aos juízes moçambicanos para condenar Nini.

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