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Tribunal Penal Internacional pondera juntar violação aos crimes de guerra de Khadafi

O procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, Luís Moreno-Ocampo, está a investigar “suspeitas consistentes” de que a violação foi usada como arma do regime do contestado líder líbio na repressão da revolta popular que assola o país – podendo mesmo ter sido Muammar Khadafi a dar a ordem de que os abusos sexuais fossem usados como forma de castigo.

Ocampo, em conferência de imprensa na quarta-feira à noite em Nova Iorque, disse que há “fortes indícios” de que centenas de mulheres foram violadas, no que descreveu como “uma nova táctica” de terror do regime líbio. O procurador-geral to TPI – que está a investigar as responsabilidades do regime e também da rebelião em alegados crimes de guerra neste conflito já com quase quatro meses – avançou ainda que “existem provas” de que o Governo líbio comprou e distribuiu Viagra pelos soldados para os incitar a cometer os ataques sexuais, visando humilhar as mulheres e debilitar psicologicamente o movimento de rebelião. “Tivemos dúvidas ao início [de serem apresentadas estas acusações ao TPI], mas agora estamos muito mais convencidos da veracidade das alegações.

Aparentemente Khadafi decidiu castigar [os rebeldes] com recurso à violação”, explicou o magistrado, chamado a investigar a investigar as alegadas violações de direitos humanos na Líbia, em Fevereiro, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Este anúncio de Ocampo surge numa altura em que a missão da NATO naquele país aumentou significativamente os raides aéreos contra as posições militares de Khadafi, sobretudo na capital, Trípoli, e as forças do regime responderam com um renovado ataque em força contra Misurata, o último bastião rebelde na parte ocidental do país.

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