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Tribunal de Apelação liberta médicos detidos no Quénia

Os líderes sindicais e médicos detidos recentemente em Nairobi foram libertos esta quarta-feira por ordem do Tribunal de Apelação, algumas horas após uma paralisação total do setor da saúde no Quénia.

Três advogados que representam os médicos detidos, líderes do Sindicato dos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas (KMPPDU), obtiveram a libertação dos médicos depois de interpor recurso.

Um tribunal do trabalho queniano, que estatui sobre o diferendo salarial entre os médicos e o Governo há mais de 70 dias, ordenou a detenção dos médicos por se recusarem a obedecer à decisão de levantar a medida de greve.

Os sindicalistas em causa são o secretário-geral do KMPPDU, Ouma Oluga, detido na cadeia de alta segurança de Kamiti, nos arredores de Nairobi; o presidente do KMPPDU, Charles Oroko, que esteve em Kajiado, também arredores de Nairobi, enquanto os outros sindicalistas, entre os sete presos, foram enviados à cadeia de Shimo La Tewa, na cidade costeira de Mombasa.

Duas médicas membros do sindicato foram encarceradas na cadeia feminina de de Langata, em Nairobi. O Tribunal de Apelação de Nairobi ordenou a libertação dos sete médicos até que o pedido depositado por uma equipa de três advogados seja examinado.

A libertação destes sindicalistas surge enquanto os médicos do setor privado decretaram uma greve de 48 horas para apoiar os seus colegas detidos.

O Hospital de Nairobi, a maior e mais moderna estrutura médica do Quénia, faz parte dos hospitais encerrados devido à greve.

A Associação dos Médicos do Quénia (KMA) apelou para uma suspensão do trabalho de 48 horas de todos os seus três mil médicos especializados na sequência da detenção, segunda-feira, dos seus colegas sindicalistas.

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