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Tribunal da Malásia determina que palavra “Alá” é exclusiva para muçulmanos

Um tribunal da Malásia determinou, esta segunda-feira (14), que um jornal cristão não pode usar a palavra “Alá” para referir-se a Deus, uma decisão marcante numa questão que tem intensificado a tensão sobre os direitos de minorias no país predominantemente muçulmano.

A decisão unânime tomada por três juízes muçulmanos da corte de apelações da Malásia reverteu uma decisão de 2009 de uma instância mais baixa que permitiu a versão em malaio do jornal The Herald de usar a palavra Alá.

“O uso da palavra Alá não é uma parte integrante de fé cristã”, disse o juiz responsável pelo caso, Mohamed Apandi Ali, na decisão. “O uso da palavra vai gerar confusão na comunidade.” A decisão coincide com a elevação das tensões étnicas e religiosas na Malásia depois duma eleição que polarizou o país em Março, na qual os eleitores urbanos, incluindo grande parte da minoria étnica chinesa, abandonaram a coligação há muito no poder.

Nos últimos meses, o primeiro-ministro, Najib Razak, tem procurado consolidar a sua base em meio à maioria étnica malaia, muçulmana por lei, e assegurar o apoio de tradicionalistas antes de uma assembleia partidária crucial neste mês.

Nesse caso, o governo argumentou que a palavra Alá é específica dos muçulmanos e que a decisão do ministro do Interior em 2008 em negar a permissão ao jornal para imprimi-la se justifica tendo como base a ordem pública.

Cerca de 200 muçulmanos comemoram a decisão em frente ao tribunal na capital administrativa Putrajaya, gritando “Allahu Akbar” (Alá é grande).

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