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Tribunal da Itália ordena novo julgamento de Amanda Knox

A corte mais alta da Itália ordenou, esta Terça-feira (26), um novo julgamento da norte-americana Amanda Knox e o seu ex-namorado pelo assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, reabrindo um caso que provocou duras críticas ao sistema judiciário italiano.

O corpo de Kercher, com mais de 40 ferimentos e um corte profundo na garganta, foi encontrado no apartamento que ela dividia com Amanda na cidade de Perugia, em 2007.

Os promotores acusaram Amanda e o seu então namorado, Raffaele Sollecito, de matar a estudante de 21 anos da Universidade de Leeds, durante uma agressão sexual estimulada por drogas.

Os dois foram inicialmente considerados culpados e condenados a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente, depois de um julgamento que chamou a atenção do mundo e atraiu forte críticas à investigação feita por peritos independentes nomeados para analisar evidências do caso.

Em 2011, as análises dos peritos foram anuladas depois de os investigadores forenses questionarem a evidência científica do julgamento original. Amanda e Sollecito foram soltos depois de quatro anos na prisão, e ela voltou para os Estados Unidos.

Esta Terça-feira, o Tribunal de Cassação da Itália acrescentou uma nova virada ao caso, derrubando a absolvição e aceitando um pedido do Ministério Público e dos advogados da família de Kercher para um novo julgamento, que será realizado num tribunal de Florença.

“Este é um dia importante para o sistema de Justiça italiano”, disse o advogado da família Kercher, Francesco Maresca, do lado de fora do tribunal. O caso que levou à absolvição era “superficial” e “espalhou-se em todos os lados”, acrescentou.

Amanda disse que a decisão era “dolorosa”. A acusação tinha sido repetidamente mostrada como “infundada e injusta”, afirmou ela em comunicado. O seu advogado, Luciano Ghirga, disse do lado de fora da corte que não estava claro se a norte-americana voltaria à Itália para o novo julgamento.

Ela voltou para sua casa na região de Seattle depois de ser libertada da prisão na Itália e deveria falar publicamente sobre o julgamento pela primeira vez na televisão dos EUA em Abril, quando o seu livro de memórias também está programado para ser lançado.

Uma terceira pessoa, o marfinense Rudy Guede, foi considerado culpado e condenado a 16 anos de prisão, num julgamento separado. Ele agora é a única pessoa que cumpre pena pelo assassinato, embora os promotores afirmem que ele não poderia ter assassinado Meredith sozinho.

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