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Traidores e traídos

O Urbi et Orbi de Obama
Graves, muito graves é como se podem classificar os acontecimentos ocorridos, primeiro em Nampula, no domingo, e sobretudo, muito mais graves porque colocaram em risco vidas humanas, os de Nacala/Porto que tiveram lugar na última terça-feira.
 
Se o primeiro caso se resumiu à destruição do palanque e da aparelhagem, já no segundo ocorreram disparos de AK 47 e confrontos que só não degeneraram em algo de muito grave porque a polícia pôs rapidamente cobro à situação. 
 
Os motivos que levaram a esta acção desesperada de elementos da Renamo prende-se com aquilo que os próprios apelidam de traição e, claro está, na cultura deles os traidores merecem morrer. 
 
Mas estas acusações de traição surgem com base em quê? Afinal quem é que traiu quem? Não foi Dhalkama que, cinco dias antes do prazo de entrega de candidaturas às eleições municipais, retirou o tapete a Daviz Simango apresentando outro candidato? Não foi Dhalkama quem criou uma aliança contranatura com a Frelimo, seu inimigo ancestral, à qual muita gente chamou FRENAMO? Não foi Dhalkama que forjou uma série de acusações de descarada corrupção no Município da Beira só e exclusivamente para desacreditar o seu presidente? 
 
Não queira, senhor Dhalkama, logo o senhor que se auto-intitula pai da democracia, ser o coveiro da mesma. E o mais atentatório de tudo é o silêncio do seu partido em relação a tudo o que se está a passar, limitando-se o seu porta-voz a abrir a boca para dizer que “há muita gente que se faz passar por elementos da Renamo”, como se a arma do crime não tivesse sido recuperada em sua casa, como se os elementos desestabilizadores não estivessem devidamente identificados como membros da Renamo incluindo, imagine-se, um deputado, que serve uma casa, o Parlamento, que é o maior garante da Democracia num Estado de direito.
 
Com atitudes destas não é de estranhar que certa Imprensa, quando refere o nome do seu partido abra parêntesis e, entre eles, escreva “Bandidos Armados”, epíteto do qual, efectivamente, o senhor parece nunca se ter libertado.
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