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Trabalhadores moçambicanos da Sasol reivindicam melhores salários e revisão dos seus contratos

Trabalhadores moçambicanos da Sasol Petroleum Temane(SPT) reivindicam o reajuste dos seus salários, de acordo com a tabela mantida em “segredo” pela empresa, e a revisão dos seus contratos de trabalho. A multinacional sul-africana, que há doze anos explora o gás natural na província de Inhambane, e tem permissão do Estado para quase não gerar lucros em Moçambique, emprega apenas 147 trabalhadores.

Os moçambicanos que trabalham na Sasol Petroleum Temane, sentem que as suas “condições sócio-profissionais tem vindo a degradar-se continuamente, devido à circunstâncias ambíguas como a direcção tem vindo a gerir as actividades laborais”, lê-se num caderno reivindicativo enviado à empresa e que o @Verdade teve acesso.

Os trabalhadores exigem “Reajuste salarial em conformidade com a tabela salarial em vigor na SPT nos últimos cinco anos, que estranhamente a direcção da empresa mantém em segredo, o que proporciona a crescente falta de transparência na remuneração”.

Pretendem a não retirada dos seus direitos adquiridos e por isso entendem ser necessária a “revisão dos contratos de trabalho como consequência de mudança das condições de trabalho pela decisão unilateral do empregador”. Os moçambicanos que trabalham na Sasol reivindicam ainda a não “sabotagem e expulsão do pessoal permanente para a posterior promover contratações usando critérios ambíguos” e exigem o “afastamento do gestor e do consultor dos recursos humanos” pois segundo eles “agem sob manobras dilatórias, arrastando os trabalhadores para uma situação de penúria”.

Embora a multinacional sul-africana tenha investido só na sua fase inicial 1,2 bilião de dólares norte-americanos, o Inquérito sobre o Orçamento Familiar(IOF) 2014/2015 apurou que nem por isso muitos postos de trabalho foram criados para os moçambicanos originários da província de Inhambane, entre 2008/2009 e 2014/2015 a indústria extractiva nesta província do Sul de Moçambique registou um pequeno aumento de 0,2% para 0,8% de empregos.

Os trabalhadores haviam marcado uma paralisação das suas actividades na SPT nesta segunda-feira(22) mas o @Verdade sabe que a greve foi suspensa na sequência de negociações que tiveram início durante o fim-de-semana.

Até ao fecho desta edição não foi possível obter uma reacção da empresa Sasol Petroleum Temane.

No início do corrente mês esta multinacional obteve aprovação do Governo para a abertura do primeiro poço de petróleo em Moçambique. Não foram tornados públicos quantos empregos serão criados para os moçambicanos nem os detalhes do contrato de Partilha de Produção ou do acordo de Produção de Petróleo deste novo empreendimento estimado em 2 biliões de dólares norte-americanos.

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