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Tilápia socorre famílias em Boane

Tilápia socorre famílias em Boane

Tilápia moçambicana é o nome do peixe, rico em proteínas, que alimenta centenas de famílias residentes em Boane, província de Maputo, depois de ser criado em tanques artificiais e comercializado a 30 Meticais o quilo.

Localizado a sul da província de Maputo a aproximadamente 35 quilóletros do centro da cidade, o distrito de Boane foi bafejado pela sorte ao ser atravessado por um rio rico em tilápia, uma espécie de peixe de água doce pertencente à subfamília Pseudocrenilabrinae. Estamos a falar do Umbelúzi, que nasce perto da fronteira ocidental da Suazilândia (Mbuluzi) e desagua no estuário do Espírito Santo, junto à cidade de Maputo. Com uma extensão de aproximadamente 5.400 quilóletros quadrados, atravessa o distrito de Boane carregado de riqueza – a tilápia moçambicana, rica em proteínas.

Devido ao seu habitat (água doce) onde coabita com os crocodilos, apesar desta riqueza, a população de Boane não se atrve em ir à pesca, preferindo até passar fome ou passar dias sem saber o que é peixe.

Com o seu conhecimento e experiência em piscicultura, Thandy, um cidadão de nacionalidade sul-africana, decidiu povoar a tilápia em tanques apropriados para se reproduzir e abastecer Boane. No mercado local, um quilograma de peixe é vendido a 30 meticais contra 50 meticais o quilo de carapau, o que constitui uma mais-valia para os residentes daquele distrito.

De acordo com Celestino Sitoe, formado em Biologia pela UEM, e especializado em aquacultura, estando a trabalhar como técnico no povoamento da tilápia em Boane, aquela espécie de peixe pode ser facilmente mantido em aquários (tanques) devido às suas características, desde o tamanho, revestimento, e condições climatéricas. Ele reproduz-se facilmente e cresce rápido, mas é perigoso para qualquer outro peixe pequeno.

Objectivamente, as tilápias são criadas para alimentação humana, sendo a sua carne bastante apreciada, pois é leve e saborosa. Em algumas regiões, segundo explicou Sitoe, a tilápia é colocada nos arrozais, depois de plantado o arroz, onde deverá crescer até atingir um tamanho pronto para o consumo (12-15 centímetros) altura em que o arroz também deverá estar pronto para a colheita.

Contudo, para além do seu valor comercial com fins alimentares, é igualmente um excelente controlador biológico para alguns problemas de infestações de plantas aquáticas. Esta espécie de peixe prefere plantas aquáticas que flutuam, mas também consome algas fibrosas.

 

Reprodução

Segundo explicações do técnico, a tilápia prepara o ninho numa área limpa, em água rasa onde a quantidade de oxigênio é abundante. A fêmea deposita os ovos no ninho, que são fertilizados pelo macho, em número de uma dúzia a mais de 2000. Altamente prolífera, a tilápia pode gerar quatro desovas por ano, em águas com temperatura ideal. A maioria das espécies protege a sua cria na boca, onde é chocada. Isso ajuda os ovos a ficarem oxigenados e protege-os de serem atacados por bactérias, fungos e demais predadores.

Com origem africana, este peixe é agora comum na Flórida, Texas e em algumas partes do sudoeste dos EUA, depois que foram introduzidas em muitos pontos nas águas abertas da América do Sul e sul da América do Norte.

 

 

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