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Terminou 7º Festival Nacional da Cultura, artistas reclamaram das condições logísticas

Terminou este domingo (15), na cidade de Nampula, o 7º Festival Nacional da Cultura um evento que juntou artistas de todo o país com o objectivo de valorizar a diversidade cultural moçambicana. Vários artistas participantes lamentaram as fracas condições de logísticas.

A cerimónia de encerramento foi dirigida pelo Ministro da Cultura, Armando Artur, que no seu discurso anunciou que o próximo Festival Nacional vai acontecer na província de Inhambane, em 2014, e pediu as autoridades governamentais e a população em geral naquela província a sul a sul Moçambique que dê início, deste já, a preparação do evento.

“Gostaria de anunciar que o próximo festival da cultura o oitavo terá lugar em 2014 na província de Inhambane” garantiu   Artur disse que a melhor forma é criar condições deste já para que a população comece a se preparar para competir e organizar o festival que não é tão tarefa fácil de o fazer.

“Em Inhambane queremos um festival melhor que este, em todas as estruturas, porque desde o primeiro fomos ganhando experiencias e então queremos mais uma vez nos comprometermos a melhorar o nosso festival no sentido de atrair mais visitantes quer nacionais assim como internacionais” disse Armando Artur.

O Ministro da Cultura, no seu discurso de encerramento do 7º Festival em Nampula, enalteceu o espírito do povo moçambicano pelo facto de ter se encontrado mais uma vez como um único e pela valorização da unidade nacional e o aprofundamento do diálogo inter-cultural.

O Ministro classificou de positivo a realização do festival e de ter ultrapassado todos as expectativas pese embora algumas pessoas duvidavam da organização do festival, “Tudo que carece de uma estrutura não faltam alguns erros, mas entre os erros e coisas acertadas conseguimos mais victorias certas, desde a organização ate e nas competições”.

Condições de logística deploráveis

Entretanto algumas delegações do festival nacional da cultura que decorreu em Nampula que decorreu simultaneamente, nas cidades de Nampula, Nacala-Porto e Ilha de Moçambique, deploraram as condições de logísticas, sobretudo, na alimentação, alojamento e transportes que lhes transportava do local de acomodação para os locais de competição.

Vicente Carlos, da delegação da Zambézia que se encontra hospedada no Instituto de Formação de Professores antigo IMAP disse que o seu grupo quando chegou na cidade de Nampula, no dia 8 de Julho (domingo) alguns membros não tiveram quartos reservados para dormir, situação que foi resolvida depois de dois dias, para além da falta de redes mosquiteiras nos quartos no sentido de prevenir-se das picadas do mosquito causador da malária.

Vicente Carlos disse que os seus colegas da Zambézia foram servidos uma refeição do jantar em qualidades não desejáveis para o consumo humano porque estava podre, mas isso, segundo revelou o nosso entrevistado, deveu-se a negligência da empresa responsável no fornecimento de comida aos artistas.

Entretanto, o interlocutor disse esperar uma resolução do problema de modo a melhorar a situação que poderá prejudicar a saúde dos artistas. E apelou uma maior atenção da comissão organizadora, embora reconheça que tem o grande desafio de atender um número maior de pessoas, oriundas de diferentes regiões do país.

Amélia Márcia Carlos, também, da delegação da Zambézia afirmou que um grupo de dez pessoas no qual ela fazia parte não jantou e não houve nenhum esclarecimento dos organizadores.

Em contacto com o director provincial da educação e cultura da Zambézia, José Luís Pereira, pediu a calma dos componentes da sua delegação porque é tão prematuro fazer avaliação sobre a logística nos primeiros dias. Pereira disse serem legítimas as preocupações dos artistas zambezianos, mas mostrou-se esperançado de que a situação poderá melhorar nos próximos dias, tendo em conta o número das pessoas que participam no evento.

Aquele responsável deu a conhecer que no princípio existiram pessoas da sua delegação que não consomem determinados alimentos e o problema foi resolvido disponibilizando uma alimentação de acordo com os hábitos de cada indivíduo.

Por seu turno, João Henriques Farinha, da delegação da província de Niassa considerou de boas as condições de logísticas embora verificam-se algumas dificuldades relacionadas com a alimentação e alojamento. Por exemplo, disse que no primeiro dia em que chegaram na cidade de Nampula, alguns dos seus colegas ficaram sem comer devido a insuficiência de comida.

Num outro desenvolvimento, as nossas fontes mostraram-se optimistas face ao acolhimento dos cidadãos da autarquia de Nampula. Importa referir que nesta componente de alimentação ao nível da organização algo não esteve bom, pois ate neste domingo todos ou a maioria das delegações que estiveram naquele festival almoçaram no recinto da Escola Secundária de Nampula alguns espaços sem o mínimo de higiene para se passar uma refeição.

 

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