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Temperatura aumenta três graus centígrados entre 1970 e 2010

As mudanças climáticas já resultaram, em Moçambique, no aumento em três graus centígrados da temperatura, segundo estudos desenvolvidos pela Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e divulgados, esta segunda-feira, em Maputo.

A situação, segundo Rui Brito, professor da UEM, resulta em cheias, secas e ciclones, “daí, por exemplo, este ano a chuva ter aparecido depois de 35 dias relativamente ao período habitual, ou seja, sem influência de mudanças climáticas”.

Brito indicou ainda que em quase todo o país a temperatura aumentou devido à mudanças climáticas, “aquecendo menos nos mares e muito mais no interior”, esclareceu, falando ao Correio da manhã, esta segunda-feira, logo após a sua dissertação sobre o impacto de mudanças climáticas feita perante representantes de 16 países da África Austral e Oriental presentes no seminário de implementação dos projectos e programas financiados pelo FIDA, a decorrer em Maputo, até próxima quinta-feira.

Investigação Aquele cientista moçambicano propôs, entretanto, aos governos daquelas duas regiões africanas a adopção de uma estratégia apropriada para minimizar o impacto negativo das mudanças climáticas, “pois não sabemos o que vai acontecer amanhã e depois”.

Brito alertou Moçambique, Zâmbia e Zimbabué, particularmente, para a escassez de chuva “nos próximos tempos, o que irá provocar seca naqueles países e redução do nível do caudal de água no rio Zambeze que, como se sabe, serve nove países da África Austral”.

Por seu turno, o professor Paulo Munguambe, também da Universidade Eduardo Mondlane, convidou os governos da África Austral e Oriental a investirem “muito” na investigação para melhor uso do sistema de irrigação, “criando capacidade apropriada de armazenamento de água da chuva que se perde por falta desta capacidade”.

Sobre as razões da insegurança alimentar cíclica naquelas duas regiões, Fernando Songane, do Ministério da Agricultura de Moçambique, disse que a situação tem a ver com o facto de “não termos conseguido até ao momento mudar a mentalidade do nosso camponês para passar a produzir também para o mercado e não apenas para a sua subsistência alimentar”.

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