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Tanques sírios nos arredores de Damasco

A operação do Exército para esmagar a oposição na Síria chegou aos arredores da capital, Damasco, afirmaram activistas de direitos humanos citados pela emissora britânica BBC. Soldados e tanques continuam ainda outras acções em cidades como Homns, a terceira do país, Deraa, onde na semana passada uma pesada intervenção para esmagar a revolta tinha sido dada como terminada, e em Banias, na costa.

Segundo os activistas, em bairros dos subúrbios de Damasco ouviam-se fortes tiroteios. Sites de activistas relatavam que o subúrbio de Muadhamiya, a oeste da capital, tinha sido cercado pelas tropas, com som de forte tiroteio, nuvens de fumo negro a sair da área, e com electricidade e telefone cortados.

O modo de operação do Exército tem sido semelhante em todas as cidades: um cerco com soldados e tanques, corte de electricidade e comunicações, acções nas cidades limítrofes, e entrada na cidade para procurar opositores.

Organizações sírias de direitos humanos afirmaram na sexta-feira passada que nas sete semanas de pressão tinham já sido mortos cerca de 800 civis, uncluindo 220 no ataque miltiar a Deraa. O Governo diz que morreram 100 soldados.

No domingo, havia relatos de tiroteios em Homs, onde terão morrido mais de dez pessoas, incluindo um rapaz de doze anos. Na véspera, disparos dos soldados contra uma manifestação só de mulheres em Banias tinha marcado a primeira vez que o Exército atacava directamente um grupo apenas feminino.

A Síria não permite a entrada de jornalistas estrangeiros no país, e com os cortes de comunicações, torna-se difícil saber o que se passa no terreno.

UE e EUA já adoptaram sanções contra o regime sírio em resposta à brutalidade da repressão levada a cabo pelo Presidente Bashar al-Assad, que enfrenta o mais sério desafio depois de ter sucedido ao seu pai em 2000.

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