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Taça de Moçambique: Surpresas marcaram os oitavos-de-final

A revalidação do título de vencedor da prova popular e segunda maior do país está fora de cogitação para o Ferroviário de Maputo, que foi eliminado no domingo pelo Costa de Sol através da marcação de grandes penalidades. O mesmo destino teve o Maxaquene em Xinavane, o Chingale de Tete na Zambézia e o Ferroviário de Nampula diante do seu público. O Clube de Chibuto mantém-se na luta pelo troféu.

Quem esteve presente no estádio da Machava testemunhou pouco mais de 120 minutos de muito bom futebol que infelizmente não produziram nenhum golo, puxando a decisão da eliminatória para a marcação das grandes penalidades.

De jogo corrido pode-se afirmar que o Ferroviário de Maputo foi dominante na primeira parte e que soube muito bem explorar os flancos para desenvolver o jogo ofensivo com o seu meio campo de luxo que vezes sem conta visitou a zona recuada do adversário mas sem conseguir passar pelos centrais, com destaque para o cabo-verdiano naturalizado português, Zé Inácio, que soube estar em momentos cruciais e aliviar o sofrimento da equipa canarinha.

As primeiras indicações de jogo ofensivo do Costa de Sol surgiram nos minutos finais do primeiro tempo, tendo, já na etapa complementar perante a letargia locomotiva, forçado o equilíbrio do jogo. Aliás foi na segunda parte que a partida ganhou mais espectáculo visto que todas as equipas queriam resolver o jogo para evitar os descalabros a posteriori.

No período de prolongamento, o cansaço roubou todo o brilho do espectáculo e o Costa de Sol preocupou-se em manter o resultado de modo a levar o jogo para a marcação das grandes penalidades.

O Ferroviário ainda insistiu na condição física dos seus jogadores, mas debalde. A inteligência canarinha foi dominante e arrastou-se até à última decisão perante a expectativa e o nervosismo do público que apoiava as duas equipas.

Já na lotaria dos 9 metros a sorte sorriu ao Costa de Sol que marcou quatro dos cinco penalties, contra apenas dois do Ferroviário de Maputo. Notou-se pela qualidade e classe dos chutes que os penalties foram um detalhe muito bem trabalhado pelo Costa de Sol durante a semana de estágio que teve na Vila Olímpica.

A festa canarinha, por ter passado da considerada final antecipada, iniciou no estádio da Machava e prolongou-se pelos principais bairros da capital conforme apurámos.

Liga quebra o jejum e Maxaquene cai no canavial

Não foi necessário esperar pelo pôr-do-sol para que os muçulmanos ignorassem o jejum e voltassem aos prazeres futebolísticos das vitórias. Necessária foi uma equipa da segunda divisão, as Águias Especiais, para a Liga Muçulmana, sem muito esforço, pôr em prática o seu majestoso futebol mas também infortunado, tendo em conta os resultados que vem obtendo até antes daquele jogo.

Na tarde de sábado no campo do Costa de Sol, a equipa Muçulmana precisou apenas de 22 minutos para demonstrar a diferença existente entre estar no Moçambola e militar no futebol dos bairros da cidade de Maputo. O primeiro tento muçulmano foi obtido por Muandro.

Ainda no decorrer da primeira parte sobrou espaço para Telinho fazer o 2 a 0 perante a inoperância ofensiva dos polícias. O terceiro e quarto golos tiveram assinatura do brasileiro Ítalo e de Aguiar no decorrer da segunda parte, respectivamente.

À equipa das Águias Especiais, que nos 90 minutos não foi protagonista de um lance sequer digno de registo, restou apenas a honra de ter defrontado um bicampeão nacional.

O colosso Maxaquene que no domingo foi acompanhado por um número considerável de adeptos à vila de Xinavane também não resistiu e ficou pelo caminho ao perder diante do Incomáti por 1 a 0, com golo solitário de Clerêncio, obtido minutos antes do fim da partida.

Chingale e Ferroviário de Nampula eliminados

As surpresas dos oitavos-de- -final da Taça de Moçambique não sucederam apenas na zona Sul do país. Na zona Centro, Mussá Osman, agora no comando técnico do Chingale, manteve a tradição de não vencer as equipas da Zambézia ao perder diante do Ferroviário de Quelimane pelo escasso resultado de 1 a 0.

Em Nampula, à semelhança do que aconteceu na Machava, recorreu-se à marcação das grandes penalidades para o Ferroviário de Pemba carimbar a continuidade na prova, indo agora defrontar o Mandimba FC, partida que vai definir o representante da zona Norte no sorteio para os quartos-de- -final.

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