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Suu Kyi diz que Mianmar precisa de investimento responsável

A birmanesa laureada pelo Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, pediu, esta Quinta-feira, para que os governos estrangeiros não permitam que as empresas de seus países formem joint ventures com a companhia estatal de petróleo e gás de Mianmar até que ela melhore as suas práticas empresariais.

O investimento responsável é a chave para ajudar o seu país, rico em recursos, no caminho para a democracia depois de quase 50 anos de governo militar, afirmou ela.

Suu Kyi, que passou duas décadas sob prisão domiciliar antes de ser eleita para o Parlamento em Abril, foi aplaudida de pé na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O director-geral da organização, Juan Somavia, elogiou a sua “determinação e coragem extraordinárias”.

“A Empresa de Petróleo e Gás de Mianmar (Moge), com a qual toda a participação estrangeira no sector de energia ocorre por meio de arranjos de joint venture, no momento carece de transparência e responsabilidade”, disse ela, num discurso na conferência anual da OIT.

“O governo de Mianmar precisa de aplicar os padrões reconhecidos internacionalmente, tais como o código do FMI de boas práticas sobre transparência fiscal.

Outros países podem ajudar não permitindo que as suas empresas tornem-se parceiras da Moge, a menos que esses códigos passem a ser seguidos”, afirmou ela.

Extremamente popular, a líder da oposição em Mianmar faz a sua primeira visita à Europa em quase um quarto de século, temerosa até agora de que, se saísse do país, a junta impedisse o seu retorno. Por quase duas décadas, ela lutou contra o governo dessa junta.

Depois de meses de uma aproximação cautelosa com Thein Sein, o general da reserva que a convenceu a concorrer nas eleições, no entanto, ela aceitou uma proposta para viajar até a Tailândia para participar do Fórum Económico Mundial no Leste da Ásia há duas semanas, num dos sinais mais claros de sua confiança nas reformas de Mianmar.

Mianmar deu à empresa estatal chinesa de petróleo CNPC a concessão sobre um oleoduto e gasoduto que permitirá que o petróleo do Oriente Médio pegue um atalho no trajecto até a China, cortando o tempo e os gastos adicionais da viagem que usa o Estreito de Malacca.

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