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Supostos membros da Boko Haram atacam empresa chinesa nos Camarões

Supostos rebeldes do grupo nigeriano Boko Haram atacaram na sexta-feira uma empresa chinesa no norte de Camarões, e há informações de que pelo menos dez pessoas foram sequestradas, informou neste sábado o governador regional.

A embaixada chinesa em Yaoundé confirmou o ataque, realizado perto da cidade de Waza, a 20 quilómetros da fronteira com a Nigéria e perto da floresta Sambisa, um reduto do Boko Haram.

O grupo islâmico sequestrou mais de 200 garotas de uma escola no lado nigeriano da fronteira no mês passado. Tropas da Nigéria, apoiadas por unidades estrangeiras, estão vasculhando a região próxima à floresta em busca delas.

O incidente de sexta-feira começou depois que a energia foi cortada ao anoitecer. Um tiroteio de cinco horas ocorreu, afirmou um guarda do Parque Nacional de Waza.

“Alguns de nós decidiram esconder-se na floresta, junto com os animais”, afirmou o guarda, que pediu anonimato. Autoridades investigam relatos de que pelo menos um soldado camaronês foi morto e dez pessoas, sequestradas. Há um ferido, disse uma autoridade chinesa para a agência de notícias estatal Xinhua.

“As empresas que operaram no norte de Camarões devem imediatamente iniciar seus planos de contingência”, afirmou a embaixada em comunicado. Pelo menos duas companhias chinesas atuam na região.

De acordo com a Xinhua, o acampamento atacado é da construtora estatal Sinohydro, que reparava estradas. A Yan Chang Logone Development Holding Company, subsidiária da Yanchang Petroleum, também está na região e explora petróleo.

O Boko Haram realizou vários ataques no norte de Camarões durante luta para estabelecer um Estado islâmico. No mês passado, o grupo atacou um posto da polícia e matou duas pessoas. Os rebeldes também sequestraram uma família francesa em fevereiro de 2013.

A Nigéria acusa Camarões de não fazer o suficiente para dar mais segurança à região de fronteira, porque o Boko Haram tem usado o norte do país, que é esparsamente povoado, para o tráfico de armas e como base de apoio para os ataques em solo nigeriano.

A revolta por conta do sequestro das estudantes fez o criticado presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, aceitar ajuda da Grã-Bretanha e da França na busca pelas meninas.

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