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Suposto sócio de “Mercador da Morte” russo é preso na Austrália

Um homem acusado de ser fugitivo internacional e sócio do notório traficante de armas russo Victor Bout foi preso na Austrália, disseram as autoridades, esta Sexta-feira (11).

Richard Ammar Chichakli, de 53 anos, apareceu brevemente em tribunal da cidade de Melbourne, Quinta-feira, após ter sido identificado durante aplicação para se tornar um oficial de segurança do governo, disseram a polícia e as autoridades judiciais.

“O homem foi considerado uma pessoa de interesse através de uma verificação de antecedentes de rotina e o emprego não foi oferecido a ele”, disse um porta-voz da polícia do Estado de Victoria. Ele aparentemente entrou no país usando uma identidade falsa.

Chichakli é considerado pelo Departamento Antidrogas dos EUA um sócio próximo de Bout, que é conhecido como o “Mercador da Morte”. Chichakli, um contador com dupla cidadania síria e norte-americana, era procurado desde Abril de 2005 por acusações de lavagem de dinheiro e fraude, bem como tentativa de comprar dois aviões para transportar armas para Bout. Ele nega as acusações.

Acredita-se que ele escapou de operações do FBI na sua casa perto de Dallas, no EUA, fugindo primeiro para a Síria e depois para Moscovo. Ele é acusado pelas autoridades norte-americanas de ter sido o homem responsável pelo dinheiro de Bout, cuja história serviu de inspiração para o filme de Hollywood “Senhor da Guerra”.

O filme é sobre um traficante de armas do leste europeu que vende armas para insurgentes e os regimes autocráticos da África e Oriente Médio.

Entre os que disseram ter comprado armas a partir da dupla estão o ex-homem forte da Libéria Charles Taylor, que foi condenado, ano passado, a 50 anos de prisão por crimes contra a humanidade, bem como os regimes do Sudão, Líbia e Angola.

Bout, um ex-oficial militar soviético, foi preso na Tailândia em 2008 e extraditado para os Estados Unidos em 2010. Ele foi condenado em Abril a 25 anos de prisão pelo crime de conspirar para vender armas aos militantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para uso contra agentes antinarcóticos norte-americanos.

Chichakli enfrenta nove acusações nos Estados Unidos, cada um com pena máxima de prisão de 20 anos. Um porta-voz do Departamento de Justiça vitoriano disse que Chichakli não enfrenta qualquer acusação lá.

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