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Subida do preço de castanha estimula comercialização em Nampula

A subida do preço de compra da castanha de caju junto ao produtor está a imprimir uma maior celeridade na comercialização desta cultura na província de Nampula, a maior produtora em Moçambique.

Em Outubro último, aquando do lançamento da campanha, o preço praticado era de oito meticais por quilo (pouco menos de três dólares ao câmbio corrente), considerado muito baixo pelos produtores.

Esta situação gerou um clima de insatisfação no seio dos produtores, que se traduziu na escassez de castanha nos potenciais mercados dos distritos de Mogovolas, Erati, Monapo e Meconta.

Emílio Furede, delegado do Instituto Nacional do Caju (INCAJU) em Nampula, é citado na edição da Quinta-feira do jornal “Noticias” como tendo dito que em resposta a esta pressão os compradores viram-se obrigados a ceder.

Como resultado, o quilo da castanha passou a ser comercializado no início de Dezembro corrente ao preço de dez meticais e, actualmente, a 12 meticais.

Furede explica que a subida do custo da castanha de caju nos mercados concorreu para o incremento significativo dos volumes do produto comercializado. Assim, até a semana passada tinham sido compradas pelos industriais e exportadores cerca de 30 mil toneladas.

A meta atribuída a província de Nampula por parte das entidades centrais ligadas ao fomento e comercialização da castanha de caju é de 40 mil toneladas.

Esta meta poderá ser alcançada antes do término do corrente mês, tendo em conta o ritmo actual que os preços concorrenciais estão a imprimir no mercado.

Estatísticas relativas a evolução da comercialização da castanha de caju nas últimas cinco campanhas mostram que a província de Nampula tende a manter volumes médios superiores a 40 mil toneladas/ ano do produto.

Este facto, segundo Furede, está a estimular os industriais do ramo do caju a implantar unidades fabris para o processamento da castanha com impacto no aumento das receitas fiscais para os cofres do Estado e para as oportunidades de oferta de emprego directo e indirecto no seio das populações.

Emílio Furede revelou que a Export Marketing, uma firma de capitais asiáticos vocacionada a comercialização e industrialização de produtos agrícolas, vai implantar uma nova unidade fabril no distrito de Mogovolas, que se tem assumido líder na produção de castanha de caju na última década.

As obras deverão arrancar em Março próximo. A fonte disse ainda que a cidade de Nacala-Porto vai acolher, também a partir do próximo ano, uma nova fábrica de processamento de derivados de amêndoa de castanha de caju, facto que marca o início de uma nova era no esforço visando acrescentar valor aos produtos do caju.

O empreendimento, cuja construção está dependente da conclusão de pequenos detalhes, pertence a investidores nacionais e portugueses.

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