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Standard Bank não agravará taxas de juro dos seus clientes

A Direcção máxima do Standard Bank garante que as taxas de juro aplicadas aos seus clientes para créditos concedidos antes de o Banco de Moçambique (BM) ter revisto em alta as de juros de Facilidades Permanentes de Cedência e de Depósito, com efeitos a partir de sete de Fevereiro corrente, não serão afectadas.

“Os nossos clientes podem ficar descansados que nós não vamos agravar as taxas que estamos a aplicar para o crédito concedido antes da medida do BM, apesar de já serem outras, ou melhor, termos já agravadas as nossas taxas”, tranquilizou António Coutinho, administrador-delegado do Standard Bank, em declarações em exclusivo ao jornal Correio da manhã a reagir às medidas do banco central.

Ajuntou que os clientes dos bancos ficaram preocupados com o agravamento das taxas porque não sabiam como iriam cumprir com as suas obrigações com o sector financeiro “e nós os entendemos, daí termos decidido não as agravar para o caso dos clientes nossos antigos mutuários”.

António Coutinho elogiou a medida do BM, dizendo que vai contribuir para a redução da inflação em Moçambique, “mas o crédito bancário vai baixar devido à subida das taxas de juro”.

O Banco de Moçambique justifica o agravamento das taxas de juro de Facilidades Permanentes de Cedência e de Depósito e ainda o coeficiente das Reservas Obrigacionais em 25 pontos-base, para 9%, como visando reforçar as medidas anticíclicas de refreamento da propagação do choque inflacionário em 2011, depois de ter tomado nota da prevalência de sinais de pressão inflacionária na economia moçambicana mesmo num quadro favorável da taxa de câmbio do Metical.

O banco decidiu igualmente incrementar os níveis de intervenção nos mercados interbancários, de modo a conter a base monetária, tendo em vista os objectivos finais de inflação média anual de 8,0% e de Reservas Internacionais Líquidas equivalentes a cerca de 4,5 meses de cobertura de importações de bens e serviços.

Lembre-se que em Dezembro de 2010 os preços de bens alimentares e não alimentares aumentaram em cerca de 3,48%, na cidade do Maputo, superando o observado em igual período dos últimos três anos.

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