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Sony e herdeiros de Michael Jackson assinam contrato recorde

A Sony e os herdeiros do “rei do pop” Michael Jackson assinaram um contrato sem precedentes, de 250 milhões de dólares, inclusive pelos direitos de distribuição até 2017. O acordo recorde envolve 10 projetos novos relacionados ao artista, que faleceu em junho do ano passado, e pode incluir jogos eletrônicos, assim como o mercado musical e de filmes, destaca o jornal Los Angeles Times.

“Os direitos sonoros envolvem diversos projetos”, afirmou Rob Stringer, presidente do selo americano Columbia Epic, um departamento da Sony. “Pode ter teatro. Podem ser feitos filmes. Podem ser jogos eletrônicos ou plataformas multimídias que não conheço atualmente, mas que podem existir em 2015”, completou. O acordo, descrito pela Sony e pelos herdeiros de MJ como o contrato musical mais lucrativo da história, garantiria aos envolvidos na sucessão do falecido cantor pelo menos 200 milhões de dólares, segundo o Wall Street Journal.

Isto permitiria saldar em parte as dívidas deixadas por Michael Jackson, cujo luxuoso estilo de vida e impulsos consumistas deixaram contas a pagar de centenas de milhões de dólares. Após a morte do artista, um tribunal de Los Angeles nomeou a mãe de Jackson, Katherine Jackson, 79 anos, tutora dos três filhos do astro, Prince Michael, 12, Paris, 11, e Prince Michael II, 7, assim como da herança, que inclui o rancho Neverland e os direitos que ele tinha sobre canções dos Beatles. “O contrato da Sony supera todas as referências anteriores da indústria”, declarou ao New York Times o advogado especializado no mundo do entretenimento John Branca, um dos testamenteiros da herança.

O contrato mais próximo seria o acordo de 2008 do rapper Jay-Z com a Live Nation, avaliado em 150 milhões de dólares, para gravações e shows. Desde que Michael Jackson morreu, em 25 de junho de 2009, a Sony vendeu 31 milhões de álbuns do cantor em todo o mundo. A previsão é de que até o primeiro aniversário da morte os herdeiros tenham faturado 250 milhões de dólares com a venda de música, mercadorias e ingressos para o filme póstumo “This Is It”, que mostra como seria a última turnê do rei do pop, informa o Wall Street Journal.

Jackson morreu na casa que alugara em Los Angeles depois de uma overdose de fortes medicamentos, no momento em que se preparava para uma série de shows em Londres. O médico do astro, Conrad Murray, alegou inocência da acusação de homicídio não premeditado, mas admitiu ter administrado os medicamentos. Branca afirmou ao Los Angeles Times que uma análise dos casos de outros músicos famosos evidencia o valor da marca Michael Jackson.

“Se você pegar os casos de Elvis e dos Beatles, e a força com que prosperam estas marcas, isto nos mostra o que o futuro reserva a Michael Jackson”, afirmou o advogado. Em outubro, a revista Forbes colocou Michael Jackson no terceiro lugar na lista anual das “celebridades mortas que mais faturam”, com 90 milhões de dólares nos meses posteriores ao óbito.

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