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Sofala : acção do homem periga Lago Urema

O Lago Urema, na província de Sofala, no Centro de Moçambique, corre o risco de desaparecer nos próximos tempos do conjunto de ecossistemas do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) devido ao seu progressivo assoreamento.

O ser humano com suas práticas decorrentes a montante das bacias hidrográficas que escoam para esta depressão natural é apontado como o principal responsável pelos actuais índices de redução da profundidade e do nível das reservas de água. O trabalho agrícola e outras acções associadas à remoção de terra, sobretudo nos declives, provocam a erosão dos solos e materiais orgânicos que são transportados pelas enxurradas até os cursos de água, que por sua vez, os levam até ao reservatório do lago, dando origem ao processo de assoreamento.

O Urema abastece-se das águas que saem da Serra da Gorongosa e do Planalto do Baruè, província Central de Manica, incluindo as águas do Rio Nhandugue, segundo o Departamento de Comunicação do Parque, citando relatório preliminar da pesquisa geofísica. Sucede que, segundo o mesmo relatório preliminar da pesquisa geofísica realizada há dias ao longo desse rio, na região de Casa Banana, por duas estudantes da Lund University da Suécia, que resultará na elaboração das suas dissertações para obtenção do grau académico de mestre, “a infiltração das águas a jusante dos rios para alimentar o lençol freático é interrompido por causa da deposição dos sedimentos nas áreas de recargas subterrâneas”, em consequência directa do procedimento do homem.

A sua profundidade diminuiu de uma média de 1.50 metros em 2004 para 0.5 metro hoje, enquanto que a superfície, que actua como um filtro das águas turvas, retraiu da média de 22 quilómetros quadrados (espaço de observação 1974 – 2004) para 10 quilómetros quadrados actualmente. “As pessoas retiram a cobertura vegetal e praticam actividades que concorrem para impermeabilização do solo, afectando o processo normal de recargas que alimenta o lago”, sublinha a pesquisa.

Para inverter o cenário, de acordo com a gestora dos Serviços Científicos do PNG e co-supervisora da dupla Li Stenberg e Kristina Arvidsson, Franziska Steinbruch, “é necessário adoptar um conjunto de medidas paliativas e profundamente urgentes”, incluindo “o controlo do desflorestamento, a proibição de abertura de machambas a menos de 50 metros das margens dos rios e respeito pela Lei do Meio Ambiente”.

“A morte do lago será uma catástrofe ecológica, pois constitui a fonte principal da fauna bravia do Parque sob o ponto de abastecimento de água”, disse. O Lago Urema alberga uma das mais vastas populações de Crocodilos do Nilo do mundo.

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