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Sociedade civil defende apoio às mulheres rurais para aliviar a pobreza

As organizações da sociedade civil moçambicana, na província de Nampula, defendem que o alívio da pobreza que flagela maior parte das mulheres rurais depende do apoio que for dado a elas, quer para produzir excedentes capazes de gerar renda, com a qual podem alimentar também os seus agregados familiares, quer para ter acesso à escola e ao conhecimento das leis sobre os seus direitos.

A sustentação desta ideia surge do facto de a maioria das mulheres camponesas nas zonas suburbanas ter um nível de escolaridade baixo e enfrentar a falta de meios básicos de sobrevivência e para desenvolver as suas aspirações.

Jaime Barbosa, membro da Associação dos Jovens de Namaita, no distrito de Nampula-Rapele, disse que em Moçambique ainda persistem os casos em que nas zonas rurais as crianças do sexo feminino são vedadas a possibilidade de estudar e os seus direitos são relegados para o segundo plano.

Para além disso, há, segundo algumas agremiações da sociedade civil, uma preocupação relacionada com a violação doméstica de que as mulheres rurais e urbanas são vítimas. Elas estão expostas à vulnerabilidade, passam de lar em lar e acabam como instrumentos de trabalho e máquinas de fazer filhos.

“Muitas mulheres vêm o seu futuro reduzido a nada pela sociedade porque, em parte, as leis que as protegem são engavetadas. Devido à pobreza que lhes apoquenta, as mulheres preferem ir ao lar ao invés de estudarem”, apontou Barbosa.

Manuel Conta, director executivo da Solidariedade Zambeze, considerou que as mulheres são, às vezes, maltratadas porque desconhecem as leis. “Posso considerar que estão a andar numa ilha e sem esperança de um dia pisarem o continente.”

Na óptica de Conta, um dos maiores entraves das mulheres é a falta de apoio do Governo. Este ajuda as que têm famílias com ligação ao poder.

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