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Situação crítica do Euro preocupa Banco de Moçambique

A situação crítica em que se encontra o Euro está a limitar as exportações de muitos países, incluindo Moçambique, bem como dos outros membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), segundo o governador do Banco de Moçambique (BM), Ernesto Gove.

“Acompanhamos com atenção a situação crítica na zona Euro e sentimos e ressentimos isso porque reduz as exportações de muitos países que tinham mercado garantido das suas mercadorias na zona Euro, como Moçambique e toda ou parte da SADC”, disse Gove quando perguntado pelo Correio da manhã sobre o estágio em que se encontra o processo da criação da moeda única e banco central da SADC, tendo em conta o que se passa na zona Euro.

Realçou que o processo não pode ser abandonado “e os governadores dos bancos centrais da SADC estão sempre a trabalhar em conjunto no sentido de harmonizarem os regulamentos para integração económica, controlo da inflação, supervisão bancária, entre outras actividades”, esclareceu Gove, sublinhando já não ser do interesse da região o cumprimento integral das datas estabelecidas.

Acções para 2012

Entretanto, em 2012, o banco central projecta que o saldo de Reservas Internacionais Líquidas venha a ser de 2279 milhões de dólares norte-americanos, devendo para isso aquela instituição financeira moçambicana privilegiar o uso de instrumentos disponíveis nos mercados monetário e cambial, complementado com acções de persuasão moral e supervisão bancária às instituições de crédito.

Gove indicou, por outro lado, que em 2012 a sua instituição irá continuar a melhorar a gestão da política monetária, reforçando a capacidade de previsão e de resposta, tendo em vista minimizar os riscos e incertezas da conjuntura económico-financeira e aumentar a eficácia das medidas que têm sido tomadas.

Perante o cenário de volatilidade que se assiste no mercado externo, o BM vai adoptar uma postura de maior prudência na aplicação das reservas internacionais líquidas, tendo em vista a redução de riscos e, em sintonia com organismos e instituições, irá, igualmente em 2012, continuar a incentivar a abertura de mais agências bancárias nas zonas rurais,

“tendo em vista a criação de um sector financeiro inclusivo e aumento da captação de poupança nas zonas rurais”, condição essencial para aumentar recursos ao dispor do sistema bancário para o financiamento do investimento no país.

Gove falava, esta Segunda-feira, no Maputo, aos antigos governadores do Banco de Moçambique, dirigentes dos bancos comerciais moçambicanos e outras instituições financeiras nacionais, para além de agentes económicos da cidade do Maputo por ocasião do fim de 2011.

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