Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Sindicato sul-africano rejeita oferta e planeia greve

Integrantes do maior sindicato da empresa de eletricidade sul-africana Eskom rejeitaram uma oferta maior de salário e planeiam uma greve na próxima semana durante o Campeonato do Mundo, disse um porta-voz do sindicato esta terça-feira. “A oferta que a Eskom colocou à mesa de 8,5 por cento (de aumento) e 1.000 rands por mês em auxílio de moradia foi rejeitada pelos nossos membros”, disse à Reuters o porta-voz da União Nacional de Mineradores (NUM) Lesiba Seshoka.

“Eles concordaram em mobilizar-se por uma greve que começará em algum momento na semana que vem.” A Eskom aumentou uma oferta de salário que estava em disputa com funcionários da empresa, na esperança de encerrar o impasse em poucos dias e evitar uma possível greve durante o Mundial.

A disputa entre a Eskom e sindicatos que representam milhares de trabalhadores da empresa estatal elevou temores de uma greve que pode romper o fornecimento de energia na maior economia da África e afetar o Mundial de futebol.

A Eskom disse mais cedo que esperava um acordo com os sindicatos nos próximos dias. Qualquer interrupção no setor energético poderia prejudicar empresas manufatureiras e mineiras na maior produtora de platina e quarta maior produtora de ouro do mundo, e forçar uma redução nas operações, o que por sua vez poderia afetar os preços dos metais preciosos.

Analistas consideram a ameaça de greve como uma estratégia de negociação do sindicato para colocar pressão sobre a Eskom a fazer concessões salariais e de benefícios maiores, e não esperam que a ação siga adiante.

A NUM, que representa cerca de metade dos 32 mil funcionários da Eskom, a União Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul (Numsa) e o sindicato Solidariedade afirmaram na sexta-feira passada que não planeiavam uma greve iminente. Seshoka havia dito que a NUM daria à Eskom um prazo final de 48 horas caso seu conselho concordasse em iniciar um processo que levaria à votação por uma greve. Seshoka disse que a NUM esperava que a Numsa e o Solidariedade unissem-se numa eventual greve na Eskom.

A NUM disse ter recebido um certificado de não resolução da disputa salarial com a Eskom, através do qual as leis do país permitem ao sindicato iniciar uma greve com o consentimento de seus membros, mas a Eskom disse que tal medida seria ilegal por ameaçar um serviço essencial.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!