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Simone Veil, a grande dama da política, entra para a Academia Francesa

Simone Veil, várias vezes ministra, sobrevivente de Auschwitz e feminista, tornou-se, esta quinta-feira, a sexta mulher a ingressar na respeitada Academia Francesa, em uma cerimônia emocionante na qual estiveram presentes três presidentes da República.

Ex-ministra francesa da Saúde, que em 1975 impulsionou a legalização do aborto na França, Simone Veil, nascida em 13 de julho de 1927, em Nice (sul da França), foi deportada em 1944, junto com a família, para o campo de concentração de Auschwitz. Em seu discurso, emocionada, lembrou particularmente o seu pai, “desaparecido no inferno de Bergen-Belsen, dias antes da libertação destes campos (…), venerava a língua francesa”. “Ele ficaria deslumbrado de que sua filha estivesse aqui, na poltrona de Racine”, afirmou a recém-nomeada acadêmica francesa, ex-presidente do Parlamento europeu.

Vestindo o traje verde dos acadêmicos, no caso dela um modelo Chanel, Simone Veil pediu que seu número de deportada fosse gravado na lâmina da espada que lhe outorgaram como a todos os acadêmicos. Simone Veil ocupará a poltrona número 13 da venerável instituição francesa – que tem 40 “imortais” no total -, deixada vaga pelo ex-ministro francês Pierre Messmer, e que um dia foi ocupada por Racine. A Academia Francesa foi fundada em 1635 pelo cardeal Richelieu.

Três presidentes franceses assistiram à cerimônia, celebrada sob a Cúpula desta instituição, encarregada de regular e aperfeiçoar a língua francesa: o atual, Nicolas Sarkozy; seu antecessor, Jacques Chirac, que entregou a espada a Simone, e Valery Giscard d’Estaing, acadêmico desde 2003. Também estiveram presentes seu marido, Antoine Veil, vários de seus netos, o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, e o ministro francês da Cultura, Frederic Mitterrand.

A escritora francesa Marguerite Yourcenar – falecida em 1987 – foi, em 1980, a primeira mulher eleita acadêmica. As outras mulheres presentes nesta célebre instituição francesa que fica às margens do Sena, em frente à Ponte das Artes, são a a helenista Jacqueline de Romilly, a historiadora Helene Carrere d’Encausse e as escritoras Florence Delay e Assia Djebar.

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