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“Sete milhoes” criam 427 novos postos de trabalho no distrito de Lago

O Fundo de Desenvolvimento Distrital, vulgo “sete milhões”, criou 427 novos postos de emprego distribuídos por um total de 50 projectos de produção de comida e de rendimento aprovados desde a entrada em vigor desta iniciativa, em 2007, no distrito de Lago, província nortenha de Niassa.

Para financiar estes projectos de desenvolvimento comunitário, dos quais se destaca o da pesca artesanal que, Quarta-feira última, foi visitado pela Esposa do Presidente da República, Maria da Luz Guebuza, de visita de trabalho a província de Niassa, foram disponibilizados pouco mais de cinco milhões de meticais (um pouco mais de 185 mil dólares americanos).

Os projectos de produção de comida, comércio e pesca artesanal, constituem o lote das principais actividades que contribuíram para a criação dos 427 novos postos de trabalho, a nível do distrito de Lago. Deste total, 128 são ocupados por mulheres.

Manuel Maressa, Chefe do Posto Administrativo de Meluluca, local onde funcionam os projectos de pesca artesanal, disse que esta actividade é exercida por nove associações compostas por dez membros cada, que chegam a capturar, por dia, entre 300 e 500 quilogramas de peixe, incluindo a sardinha.

Com um total de 90 membros, dos quais sete mulheres, as associações, segundo Maressa, começaram a funcionar em 2007, com oito barcos a motor. Mas com o apoio dos “sete milhões” o número de barcos aumentou para 38.

O peixe capturado é vendido a pessoas que fazem a secagem para revende-lo em outros distritos da província com destaque para a cidade de Lichinga, a capital provincial.

A produção pesqueira dos associados, impulsionada pelo Fundo de Desenvolvimento de Iniciativas Locais, contribuiu para que o sector elevasse a produção global do presente ano para 10.279 toneladas, contra 5. 289 Toneladas do ano anterior.

Fonte do Governo distrital destaca que na área de produção de comida, o distrito de Lago esta a financiar projectos de produção de arroz, milho, mandioca, cana – doce e hortícolas, com maior destaque para a mandioca, o que levou o distrito a não ter actualmente nenhum problema de segurança alimentar.

Com este apoio, a produção agrária aumentou, no presente ano, para 991 toneladas de culturas alimentares o que representa um crescimento de 13 por cento em relação ao nível alcançado em 2010.

A produção total de culturas de rendimentos também conheceu uma evolução, ao passar de 25.500 toneladas na campanha de 2010 para as actuais 28.300 toneladas, o correspondente a um crescimento de 10 por cento, segundo a fonte.

Na área de produção agrícola foram assistidos 96.029 produtores dos quais 33.133 pela rede de extensão rural, 51.653 pela empresas fomentadoras e 11.243 pelas Organizações Não Governamentais (ONG’s).

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