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Sequestrador de mulheres em Cleveland pega prisão perpétua

Um ex-motorista de autocarro escolar que manteve três mulheres em cativeiro durante anos em Cleveland, nos Estados Unidos, declarou-se culpado de centenas de acusações de sequestro e estupro, esta Sexta-feira (26), o que o fez livrar-se da pena de morte, mas não da prisão perpétua, sem direito à liberdade condicional.

Numa audiência no tribunal, os promotores de Ohio concordaram em não pedir a pena de morte para Ariel Castro. Segundo o acordo, ele não será julgado, poupando as mulheres do trauma de testemunhar sobre como foram abusadas por Castro durante cerca de uma década.

As mulheres desapareceram sem deixar vestígios, entre 2002 e 2004, no mesmo bairro onde Castro vivia, e foram resgatadas a 6 de Maio deste ano, 11 anos depois de a primeira delas ter desaparecido. Na audiência desta Sexta-feira, Castro, vestido com um macacão prisional laranja, usando óculos e com barba cerrada, falou pela primeira vez em detalhes sobre as suas acções.

Ele disse que tinha sido vítima de abuso quando criança e lutado contra uma obsessão sexual. “O meu vício em pornografia e o meu problema sexual realmente tomaram conta da minha mente”, disse Castro, de 53 anos, ao juiz. “Eu também fui vítima quando criança e isso apenas continuou a acontecer.”

Castro não disse que estava arrependido ou expressou remorso por suas acções durante a audiência. Ninguém da família de Castro ou as vítimas compareceram à sessão. “Ele é uma fraude e um covarde”, disse o promotor do Condado Cuyahoga, Tim McGinty, a repórteres depois da audiência. “Não se deixem enganar. Ele é um manipulador e não tem nenhum remorso.”

McGinty disse que a casa onde as mulheres ficaram confinadas será derrubada usando dinheiro de Castro apreendido pelas autoridades. As vítimas disseram depois da audiência que ficaram aliviadas de que Castro vai ficar atrás das grades pelo resto da vida, acrescentando o desejo de manter a sua privacidade.

“Amanda, Gina e Michelle estão aliviadas com o acordo de hoje”, disseram em comunicado divulgado pelo escritório de advocacia Jones Day. “Elas estão satisfeitas com esta resolução para o caso.”

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