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Senegal conquista 11ª Afrobasket feminino e lugar nos Jogos Olímpicos; “Samurais” quedam-se em sexto e capitã Deolinda diz adeus às quadras

A selecção do Senegal conquistou, neste sábado (03), o Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino após derrotar na final a selecção da casa, os Camarões, por 81 a 66 pontos. As senegalesas, que na meia-final venceram as bicampeãs angolanas, garantiram também presença nos Jogos Olímpicos de 2016. Moçambique, que perdeu com o Mali, caiu da segunda posição de há dois anos para a sexta, e a capitã da “Samurais”, Deolinda Ngulela, eleita para o cinco ideal, anunciou o término da sua carreira.

Em Yaoundé terminou um ciclo de basquetebolistas moçambicanas. Depois de se terem sagrado vice-campeãs em Maputo em 2014 e da estreia num “Mundial” na Turquia em 2014, Nazir Salé começou a renovação da selecção sénior feminina.

Em oito partidas no Afrobasket, a selecção de Moçambique venceu quatro e perdeu igual número de partidas, tendo ocupado a sexta posição. É uma das piores classificações de sempre, pois desde 2009 que a nossa representante não ficava tão longe do pódio.

Depois de eliminadas pela Nigéria nos quartos-de-final as “Samurais” iniciaram com o Egipto a disputa do quinto lugar, vencendo por 99 a 76 pontos, mas acabaram por perder contra o Mali por 68 a 69 pontos.

A renovação acontece devido à idade de várias das atletas. Mesmo entre as sobreviventes que ainda brilharam nos Camarões pelo menos uma já anunciou o término da sua carreira.

Foto FIBAA capitã Deolinda Ngulela que foi eleita umas das cinco melhores basquetebolistas do Campeonato – a para da senegalesa Aya Traore (eleita jogadora mais valiosa, MVP), da camaronesa Ramses Lonlack, da gabonesa Geraldine Robert e da nigeriana Adaora Elonu -, anunciou o término da sua carreira de jogadora profissional.

“Acabei com a participação na selecção nacional. É o fim da minha carreira”, afirmou a capitã moçambicana, Deolinda Ngulela.

“O corpo já não aguenta” disse Ngulela ao jornal Desafio acrescentando que vai “participar na selecção nacional de outras formas” e que no clube em que é treinadora, o Costa do Sol, ajudará as suas “jogadoras a chegarem à selecção e eu na bancada a puxar pela equipa”.

A capitã, que vestiu a camisola da selecção nacional pela primeira vez em 1997, declarou que no final desta época vai parar mesmo de jogar profissionalmente. “Pelo meu clube vou jogar a época 2015/2016. No final da época é que vou parar de jogar de forma definitiva”, acrescentou a base de 34 anos de idade.

11º Afrobasket para o Senegal

As camaronesas que chegaram invictas à final até marcaram primeiro porém foi rápida a reacção das senegalesas que assumiram a liderança do placar e venceram o primeiro período por 17 a 20 pontos.

Foto FIBADepois Aya Traore e Astou Traore começaram a assumir protagonismo na partida, juntas marcaram 33 pontos, e garantiram vantagem de 9 pontos ao intervalo.

Galvanizadas pelo seu público, que encheu a arena de Yaoundé, as anfitriãs mostraram no terceiro período que não tinham chegado a final por acaso e reduziram a desvantagem para 7 pontos à entrada do último período.

Mais experientes as senegalesas impuseram-se e começaram a alargar o placar, que chegou a 19 pontos de vantagem. Depois, nos minutos finais, geriram a partida e levaram o seu 11º título do Afrobasket.

As vice-campeãs, Camarões, e as terceiras classificadas, a Nigéria que derrotou Angola, ainda sonham em chegar aos Jogos do Rio no próximo ano pois têm presença assegurada no torneio classificativos.

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