Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

SELO: Da Tríade dos “Não-Alinhados” ao bipolarismo de Trump – Por Sídio Macuácua

Isso me lembra a união do movimento dos Países “Não-Alinhados” composto por Moçambique, Tanzânia, Zimbabwe, Argélia, Namíbia, Angola, Egipto, Cuba, China, Índia entre outros que lutavam para manter uma posição “Neutra” e não associada a nenhum dos grandes blocos (Rússia & EUA). Os “Não-Alinhados” defendem as lutas nacionais pela independência, o combate à pobreza, o desenvolvimento económico e a oposição ao colonialismo, ao imperialismo e ao neocolonialismo.

Estes países, porque não eram puros Socialistas, nem puro Capitalistas ou Marxistas-Leninistas, na minha opinião eram chamados “Não-Alinhados” (risos). A Conferência de Bandung trouxe uma ideia de juntar o útil e o agradável, aglutinando o Socialismo (China), o Marxismo Extremista (Rússia) e o Capitalismo Selvagem (EUA) para fazer face aos conflitos político-militares e a crise económica na altura.

O não alinhamento dos Ideais Socialistas a 100%, do Capitalismo a 100% e nem do Marxismo-leninismo a 100% levou ao questionamento das grandes potências mundiais, afinal quem eram os líderes africanos “Não-Alinhados”? Isso é levantado hoje, de forma implícita, após a eleição de Donald Trump e pretende abater nações residuais dos “Não-Alinhados” africanos, esses que sempre lutaram para uma liberdade económica e financeira com base nos seus recursos naturais.

Trump ao se aliar à Vladimir Putin (Rússia) torna-se o homem mais perigoso e imprevisível do mundo Capitalista. Ele se forma do que passo a chamar de “Bipolarismo de Trump” que na minha opinião significa unir o Marxismo Extremista de Putin (Rússia) e o Capitalismo Selvagem de Trump (EUA) para dominar o mundo e principalmente a África dos “Não-Alinhados” (teimosos de sangue e gema negra).

Eis o ódio de Trump em querer (re)colonizar a África e acabar com todo remanescente dos “Não-Alinhados” e olhando para os discursos de Trump desde a campanha eleitoral até hoje, o ódio pela procriação e machesa dos africanos, vejo que o novo Presidente dos EUA sofre do que passo a chamar de “Extremismo Bipolar”.

Deixem-me explicar o que é isso. Trump tem comportamento de uma pessoa que muda de sentimentos de uma hora para outra, e também, pode ser chamado de transtorno bipolar ou distúrbio bipolar. Trump possui transtornos de humor, com diversos estágios durante o processo. Ele se engraçava com trabalhadoras de sexo, até mesmo com a própria adversária Hillary Clinton se engraçou como algumas imagens veiculadas na media ilustravam.

Na minha opinião, Trump é movido por isso e só sentir-se-á realizado enquanto (re)colonizar África e deportar todos imigrantes ilegais das Américas.

Para sustentar o “Bipolarismo de Trump” é só buscar entender como é possível (re)colonizar a África se por outro lado expulsa todos africanos das Américas incluindo refugiados. Quem são os operários que vão entrar nos fornos das grandes fábricas e usinas industriais para poder galvanizar a economia americana? Se o colonialismo outrora imperava que se traficassem os africanos para as Américas para irem trabalhar como escravos e produzirem riqueza com a mão-de-obra barata?

Para terminar recomendo às Nações “Não-Alinhadas”:

1. Impera um reencontro urgente dos líderes africanos, com extensão para sul-americanos e Ásia oriental para unir esforços com vista a evitar uma nova Guerra Mundial. É preciso antecipar a suspensão dos preparativos da II Guerra Fria e da III Guerra Mundial criadas pelos dois Blocos mundiais da guerra os EUA e a Rússia;

2. Recomendo aos “Não-Alinhados” para se unirem e negociar os mecanismos viáveis para uma economia robustecida através da produção, produtividade e exportação dos excedentes com vista a estancar a crise económica e financeira;

3. É preciso resgatar o plasmado na Nova Ordem Mundial de Informação e Comunicação (NOMIC), o Relatório MacBride e a Agência de Noticias Comum dos Países “Não-Alinhados”, para restaurar a hegemonia das Nações Africanas em via de extinção; e

4. Recomendo aos Líderes Africanos com pensamentos de “Poder Vitalício” para abandonarem esses pensamentos e passarem à alternância dos governantes e testemunho a novas gerações, mudanças essas que podem ser operadas dentro dos mesmos partidos no poder dos referidos Estados, a título de exemplo de alternância dos governantes está Moçambique e a FRELIMO no poder.

Por Sídio Macuácua

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!