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Seis por cento de receitas do estado provêem do turismo

As receitas fiscais referentes ao sector de turismo arrecadadas para o cofre do Estado moçambicano são avaliadas entre cinco a seis por cento. O governo projecta que, no próximo ano, esta fasquia atinja sete por cento ou mais, em termos de contribuição para a economia nacional.

Estes dados foram revelados, hoje, em Ricatla, distrito de Marracuene, província sulista de Maputo, pelo ministro moçambicano do Turismo, Carvalho Muária. Falando à margem da cerimónia de abertura da I Feira Internacional de Turismo denominada “Descubra Moçambique”, que tem lugar de 10 a 13 deste mês, o governante fez uma comparação com alguns países ao afirmar que “nós não estamos muito mal ao nível da região da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) ”.

Para ele, a feira visa promover o potencial turístico, a cultura e a gastronomia nacionais, promover o potencial turístico do país e fazer dela o mais elevado e prestigiado ponto de negócios entre empresas e instituições turísticas.

O evento, por ser um espaço que reúne empresários e operadores turísticos nacionais e internacionais, é, segundo ele, uma oportunidade para se fortalecerem relações comerciais, desenvolverem-se parcerias e realizarem-se intercâmbios entre eles e a sociedade em geral. Só para elucidar, Muária destacou a presença, nesta feira, de países tais como Swazilândia, África do Sul e Zimbabwe. Na ocasião, o ministro fez uma avaliação, no concernente ao turismo praticado no país.

“Eu avalio positivamente o turismo praticado em Moçambique, porque há muita coisa que foi feita, não obstante existirmos como ministério dentro de um período de três anos”, disse. “É verdade que ainda temos desafios, mas há muita coisa que foi feita. Ao nível de todo o país, hoje não existe nenhum distrito que não tem nem sequer uma pensão para se acomodar. Mas há 10 ou cinco anos, nós íamos para um distrito onde não tínhamos um sítio para beber água, nem para se acomodar”, frisou.

No entanto, como principais desafios do sector, apontou a recolha e processamento de dados referentes aos turistas que usam os serviços nacionais. “Por isso que estamos a investir numa plataforma para que todo e qualquer turista que entra num estabelecimento turístico tenham o registo e que este registo chegue até nós para efeitos de contabilização”.

Além de constituir ainda um desafio, indicou alguns avanços, no melhoramento de infra-estruturas que impulsionam o desenvolvimento das actividades turísticas, como é o caso de construção e reabilitação de estradas e aeroportos ao nível nacional.

“Se formos a ver o Aeroporto Internacional de Maputo, há três anos que não era como hoje é. Estamos a construir um Aeroporto Internacional em Nacala, na província nortenha de Nampula. Estamos a reabilitar o Aeroporto Internacional de Pemba, na província nortenha de Cabo Delgado. Fez-se uma reabilitação do Aeroporto de Tete, centro, e estamos a construir estradas em quase todas as províncias porque sabemos que são elementos que impulsionam a prática do turismo”, terminou.

Expositores contactados pela AIM, por seu turno, mostraram-se satisfeitos pela iniciativa levada a cabo pelo governo moçambicano e afirmaram que as expectativas de que o evento seja um sucesso são maiores.

“As expectativas são maiores porque é uma oportunidade para tudo. O maior problema que nós temos é o nosso turismo doméstico não se verificar como se deseja. Então, com estas oportunidades de negócios e contactos onde há interacção entre as províncias, operadores e expositores, acho que poderá, neste momento, nascer uma luz no fundo do túnel”, manifestou-se Abacar Naimo, director do turismo na autarquia da Ilha de Moçambique, em Nampula.

A província de Nampula traz, para este evento, um pouco sobre a história e cultura desta que acolheu a primeira capital do país, a Ilha de Moçambique. É neste local onde fica a cidade patrimonial histórica do país.

“Esperamos que o evento mude muita coisa, aliás, já está a mudar. Todos aderem a nossa comida. Estamos felizes e a feira está a correr muito bem ”, disse Sheila Macamo, expositora de produtos de gastronomia da província de Tete. A expositora traz, desta província, iogurte de malambe, maçanica seca, entre outros vários produtos.

O “Descubra Moçambique” tem a participação das 11 províncias do país emais de 70 expositores de instituições hoteleiras, lodges, operadores turísticos, agências de viagens, linhas aéreas, restaurantes, organizadores de eventos, entre outros. A I Feira Internacional do Turismo é organizada pelo Ministério moçambicano do Turismo (MITUR), através do INATUR, o órgão operacionalizador do evento, em parceria com o sector privado.

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