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Seis milhões de toneladas de carvão moçambicano exportados

Com uma capacidade instalada de 18 milhões de toneladas, os quatro projectos de exploração de carvão mineral operacionais, na província de Tete, nomeadamente Rio Tinto, Vale Moçambique, Minas Moatize e Jindal, exportaram, até princípios do presente ano, um total de seis milhões de toneladas.

Esta informação foi dada a conhecer no decurso da primeira reunião do Conselho Empresarial Nacional da CTA-Confederação das Associações Económicas de Moçambique, ocorrida esta segunda-feira, em Maputo, com o objectivo de divulgar as oportunidades de negócios nos sectores de recursos minerais, gás e petróleo.

No encontro, que contou com a participação da ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, foi igualmente apresentado o regime fiscal de tributação nos sectores mineiro e petrolífero.

Intervindo na ocasião, o presidente da CTA, Rogério Manuel, referiu que se pretende com o seminário “aumentar o nosso nível de conhecimento sobre a cadeia de valor do petróleo, gás e carvão, incluindo a capacidade de identificar oportunidades de negócios nos sectores de petróleo, gás e carvão, assim como criar bases para o aumento das ligações empresariais e parcerias no sector”.

“As oportunidades de negócios aparecem raras vezes e, por isso, esta é a hora de juntarmos esforços para enfrentar os desafios e tirar benefícios do boom que o nosso sector mineiro oferece”, realçou.

Com o objectivo de alinhar o uso do gás natural e do carvão com os objectivos de desenvolvimento de Moçambique, o Governo concebeu o plano-director de gás e o plano-director do carvão que se encontram na fase conclusiva de elaboração.

A ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, disse, na ocasião, que, “recentemente, o Governo aprovou a Política e Estratégia de Recursos Minerais e a Política de Responsabilidade Social Empresarial para o Sector Extractivo, que estabelece as principais linhas para o desenvolvimento da indústria extractiva e procura assegurar que os recursos minerais contribuam para o desenvolvimento e redução da pobreza”.

Neste âmbito, conforme realçou, a estratégia preconiza o desenvolvimento de infra-estruturas físicas e sociais e da cadeia de valor, perspectivando o estabelecimento de ligações económicas com outros sectores e a promoção de habilidades e capacidade profissional para responder à demanda da indústria extractiva.

Porque os recursos minerais não são ilimitados, segundo a ministra, o Governo tem pugnado por uma gestão racional destes recursos, comprometida com o crescimento e transformação económica de Moçambique.

“Considerando-se que estes recursos são finitos e a necessidade de consolidar a integração da indústria extractiva na matriz económica nacional e criar mais postos de trabalho, impõe-se transformar esses recursos em outras formas mais duradoiras de capital como, por exemplo, o capital humano”, finalizou.

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