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Seca testa eficácia do Governo e produção agrária no sul de Moçambique continua baixa como há anos

Em Moçambique, onde a agricultura é tida como base do desenvolvimento e da economia nacional mas sem merecer a devida prioridade por parte do Governo, que traça as políticas de desenvolvimento agrário, a campanha agrícola 2015/16 é baixa na região sul e os efeitos da seca e falta da chuva causaram, até Fevereiro passado, a perda de perto de quatro mil cabeças de gado bovino e outras 516 morreram no norte, onde chove, a par do centro, e a produção agrária é promissora, informou o Conselho de Ministros, na terça-feira (08), no fim da sétima sessão ordinária.

Em Moçambique, a agricultura não alimenta o povo mas enriquece governantes e investidores estrangeiro. Por exemplo, os camponeses do norte têm travado batalhas para manter as suas terras perante a apetência de governos e empresas estrangeiras que, agressivamente, criam projectos de agro-negócio em larga escala, supostamente para o benefício daquela camada. Mas, até agora, a experiência com os países que investem na agricultura é desastrosa (…), de acordo com um relatório da GRAIN, uma organização internacional sem fins lucrativos que apoia os pequenos agricultores, movimentos sociais na sua luta para que se implementem sistemas alimentares baseados na biodiversidade controlada pela comunidade, e a União Nacional de Camponeses de Moçambique (UNAC).

Mouzinho Saide, porta-voz do Executivo, disse que os baixos rendimentos no sul do país devem-se à produção insatisfatória ao longo de anos, mormente porque a agricultura moçambicanos, maioritariamente praticada pelo sector familiar, depende em larga medida das condições climatéricas e apresenta um baixo nível de utilização tecnológico. Para além da falta de água devido à seca, o gado morreu por conta da fraca qualidade do pasto. Todavia, há acções de mitigação com vista a atenuar o impacto deste problema.

Refira-se que entre os vários factores que influenciam negativamente na produção agrária consta a fraca investigação científica, de acordo de economista e demais entendidos na matérias. Estima-se que pelo menos 364 mil hectares de culturas estão comprometidos devido à seca, com destaque para a província de Maputo, onde 1.041 hectares são dados como perdidos, afectando 9.163 agricultores.

O país continua em alerta laranja devido à falta de chuvas na região sul e em algumas províncias do centro, o que está a agravar a seca, que neste momento afecta mais de 220 mil moçambicanos. Face à previsão de chuva continuar abaixo no normal até Julho próximo, o Governo criou uma equipa que vai avaliar a situação hidrológica nacional e “traçar medidas de restrição do uso de água”.

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