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Sasol avalia jazigos para produção de gás de cozinha em Inhassoro

Um consórcio liderado pela petroquímica sul-africana Sasol está a efectuar testes para apurar a viabilidade económica da exploração de um jazigo de condensados para a produção de gás de cozinha, com potencial de 215 milhões de barris, em Inhassoro, na província de Inhambane.

Fonte da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), parceira no projecto em representação do Estado moçambicano, disse que os estudos iniciados no primeiro trimestre deste ano deverão estar concluídos em 2013.

O condensado é uma substância do gás natural, obtido no processo de separação normal, que é mantido no estado líquido em determinadas condições de pressão e temperatura, podendo ser transformado em gás de cozinha ou petróleo de iluminação.

Segundo anuncia o jornal “Noticias” na sua edição desta Segunda-feira, caso seja economicamente viável será elaborado um plano de desenvolvimento, o qual será posteriormente submetido ao Governo para efeitos de aprovação.

Trata-se de um jazigo cuja espessura não supera os cinco metros, facto que aguça ainda mais a necessidade de se fazer uma avaliação.

A fonte revelou que nesta fase de estudos do jazigo de Inhassoro, a produção diária atinge cerca de 500 barris de condensados por dia.

A concretização desta iniciativa afigura-se de extrema importância, tendo em conta o seu potencial contributo na redução dos custos de importação de combustíveis líquidos, incluindo o gás de petróleo liquefeito (gás de cozinha).

A factura de importação de derivados de petróleo chegou a atingir a fasquia dos 700 milhões de dólares norte-americanos em 2008/2009, contra 350 milhões a 400 milhões de dólares nos anos anteriores.

O consórcio liderado pela Sasol tinha idealizado a construção de uma destilaria para a produção de gás de cozinha em Pande/Temane, processo que ainda não avançou devido a várias razões, técnicas e financeiras.

A Sasol é accionista maioritário do consórcio que explora o gás natural nos jazigos de Pande/Temane, na província de Inhambane, tendo em finais do mês passado inaugurado a fase de expansão do empreendimento, elevando as quantidades de produção de 120 milhões para 183 milhões de giga joules por ano.

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