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Salão de Frankfurt quer esquecer crise com carros ecológicos

O 63º Salão internacional do automóvel de Frankfurt abrirá em um momento crítico para o sector, dominado pela incerteza sobre o futuro do construtor alemão Opel, embora com a esperança dos veículos elétricos. Com o corte de 10.500 empregos da Opel no horizonte, o clima é sombrio esta terça-feira na capital financeira da Alemanha. “O mais provável é que não se pode evitar o fechamento de uma fábrica da Opel”, disse à imprensa o presidente da GM Europa, Carl-Peter Forster, após apresentar os novos Astra e o modelo elétrico Ampera. A possibilidade mais cogitada é a de que a fábrica de Anvers, na Bélgica, com mais de 2.000 funcionários, seja fechada.

No Salão, que estará aberto para a imprensa nesta terça e na quinta-feira, receberá o público até dia 27 de Setembro, participam um total de 781 construtores de veículos e de autopeças, procedentes de 30 países, com 100 novos modelos, segundo a federação automobilística alemã VDA, que organiza o evento. O Salão deste ano é uma versão “sem sal”, se comprada à edição anterior.

O número de expositores caiu 30%, com fortes ausências, sobertudo da Ásia. Os japoneses Nissan, Honda, Mitsubishi e Daihatsu recusaram o convite. O evento deve, mesmo assim, receber 750.000 visitantes, 20% a menos do que dois anos atrás. O presidente da Ford Europa, John Fleming, disse que a crise teve um efeito devastador na indústria automobilística. A companhia, no entanto, aproveitou o salão para apresentar motores EcoBoost de 1,6 e 2 litros, que reduzirão em 20% o consumo de combustível e também as emissões de CO2.

O presidente do grupo francês, Carlos Ghosn, fez vários anúncios: apresentou quatro modelos elétricos. “A Renault investirá com seu aliado Nissan mais de 4 bilhões de euros nos carros elétricos”, disse Carlos Ghosn, acrescentando que este “é um bom momento para as emissões zero”. Segundo ele, estes carros elétricos terão 10% do mercado mundial em 2020. Entre os novos veículos eléctricos da Renault está o Twizy, um carro urbano que deve começar a ser fabricado no segundo semestre de 2010.

O segundo, “Zoe” e o terceiro é a versão eléctrica do Fluence, um quatro portas familiar derivado do Megane, cuja produção começará no primeiro semestre de 2010. Este último deve começar a ser vendido em Israel, graças a um acordo com Better Place, que está construindo uma rede de recarga no país que será operacional em 2011. As duas sociedades anunciaram um acordo que prevê a comercialização de ao menos 100.000 veículos em Israel e Dinamarca daqui a 2016.

Por último, o construtor francês tem também em sua gama um utilitário baseado no Kangoo, que estará disponível na primeira metade de 2011. A autonomia será de 100km para o Twizy e de 160km para os outros três modelos.

Outro assunto na agenda é a cooperação. O director financeiro do alemão BMW, Friedrich Eichiner, disse que sua companhia mantém “negociações intensivas” com o francês Peugeot Citroen para estender projectos conjuntos, em particular com autopeças.

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