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SADC vai adoptar medidas para estancar índice de imigração ilegal

Os Comandantes Gerais da Polícia e da imigração dos países da SADC vão reunir-se dentro de dias, num encontro de emergência e cujo local ainda está por definir, para debater a questão de imigração ilegal, cujo índice atinge proporções alarmantes em países como Moçambique e Botswana, disse semana finda, o Secretário Executivo, Tomaz Salomão.

Os países da SADC, estão abertos à entrada de cidadãos “desde que essa entrada observe as normas e a legalidade”, realçou em conferência de imprensa concedida em Maputo.

Reagindo às últimas detenções de imigrantes ilegais, registados semana finda no Aeroporto Internacional do Maputo, Salomão considerou inadmissível que um voo carregue tamanha quantidade de pessoas naquelas condições.

“É inadmissível que metade de um avião seja ocupado por passageiros nessas circunstâncias”, disse. Segundo Salomão é um facto que alguns fogem de conflitos e de guerras nos respectivos países, mas uma boa parte está “possivelmente, envolvidos em redes de tráfico de droga e lavagem de dinheiro”.

Autoridades reconhecem incapacidades O director nacional adjunto da Migração, Leonardo Bauhofer, reconheceu semana finda incapacidade do seu sector, para travar o fluxo de entrada de imigrantes ilegais e defende uma coordenação regional, como solução.

Citado pelo jornal notícias, Bauhofer, apontou a existência de “sindicatos de crime” e “de difícil identificação” que operam em diversos países e que se valem também das facilidades que as novas tecnologias proporcionam para falsificarem não só passaportes e vistos, como também dinheiro.

Para aquela fonte, “a neutralização dessas redes requer um envolvimento também da Polícia Internacional, dadas as ramificações complexas dos agentes envolvidos nestas redes de tráfico de pessoas”.

Pirataria Num balanço sobre a situação política na SADC, o antigo ministro moçambicano das Finanças, falou da situação da pirataria marítima, realçando o caso das Seychelles, um país viu a economia afectada em quatro porcento devido aos piratas, na maioria oriundos da Somália.

Segundo Salomão, as Seychelles têm detido 155 piratas, mais do que o número de cidadãos locais em situação de reclusão, e as autoridades “já não sabem o que hão de fazer aos piratas, alguns dos quais, com 15 e 16 anos de idade”.

No seu balanço geral dos 15 países da região, Tomaz Salomão considerou que a paz e estabilidade reinam na SADC, realçando, contudo, a situação económica resultante da crise mundial, que em 2010 resultou na perda de um milhão de empregos na África do Sul e agravamento da défice de alguns países.

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