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SADC espera eleições pacíficas e consensuais em Moçambique

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) espera que as eleições de 28 deste mês em Moçambique sejam pacíficas e que haja consensos entres os concorrentes. Este pronunciamento foi feito no domingo, em Maputo, pelo secretário executivoadjunto da SADC, João Caholo, a margem da cerimónia de lançamento da observação eleitoral da missão daquela organização regional. Para Caholo, os cenários vividos nalguns países da região da SADC, bem como em África não devem ocorrer em Moçambique, esperando que do sufrágio deste mês saia um vencedor legítimo.

“A nossa esperança é que haja paz e consenso nas eleições de Moçambique. Esperamos que saia das eleições um vencedor legítimo, que tenha um mandato para governar” referiu, acrescentando que “apelamos a todos os para que moçambicanos respeitem Lei e Moçambique como país membro da SADC deve obedecer aos princípios de governação da SADC”. Moçambique é tido como um exemplo de paz e estabilidade pós-conflito ao nível da região e do continente.

Entretanto, desde o anúncio da exclusão de total e parcial de alguns partidos políticos da corrida eleitoral, por não reunirem os requisitos exigidos por lei, começaram a surgir uma certa apreensão. Por outro lado, desde o início da campanha eleitoral, o processo tem vindo a ser marcado por actos de violência perpetrados por membros e simpatizantes de alguns partidos políticos, o que pode manchar a credibilidade de todo o processo.

Caholo disse não ter, ainda, uma verdadeira percepção sobre o cenário eleitoral moçambicano, mas sublinhou que “a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ao excluir alguns partidos, fê-lo na base de constatação e não de forma aleatória. Por isso, vamo-nos reunir e mandatar equipas para o terreno para acompanhar a situação, desde a forma como decorre o processo eleitoral até ao dia da votação”.

O secretário executivo adjunto da SADC enfatizou que “só os factos verificados no terreno vão determinar a opinião dos observadores e não só o que nos é dito”. Caholo referiu que a missão de observadores da SADC espera lançar o seu relatório final depois do anúncio dos resultados. Assim, entre três e cinco dias depois da proclamação dos resultados, a missão vai pronunciar-se sobre o processo eleitoral, e validá-los se for o caso.

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