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SADC constitui um comité conjunto

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai formar um comité conjunto de monitorização e implementação do acordo político global (GPA) no Zimbabué.

De acordo com um comunicado da organização emitido, esta segunda-feira, em Joanesburgo, na sequência da cimeira extraordinária dedicada aos processos de normalização do Zimbabué e Madagáscar, realizada no fim-de-semana em Sandton, há “progressos feitos no terreno”, mas não referiu quais.

O documento exorta ainda as partes a imprimirem maior celeridade ao processo que pretende criar condições para a realização de eleições livres e justas no país.

A cimeira de chefes de Estado apela ao órgão da “troika” (conhecido como o órgão de Política, Defesa e Segurança, e do qual também faz parte actualmente o Presidente moçambicano, Armando Guebuza) a continuar a prestar apoio aos protagonistas do processo zimbabueano no processo de implementa ção do acordo político global.

Participaram na cimeira os Presidentes da África do Sul, Zimbabué, Moçambique, Namíbia e Tanzânia, os vice-presidentes da Zâmbia, Seichelles e Botsuana, o Primeiro-Ministro do Lesoto, o ministro da Cooperação Regional e Internacional da RD Congo, o ministro das Relações Exteriores de Angola e o rei Mswati III, da Suazilândia.

Embora seja claro que o processo de aprovação de uma nova Constituição está atrasado pelo menos um ano e que são constantes os conflitos entre o MDC, de Morgan Tsvangirai, e a ZANUPF, de Robert Mugabe, em torno de alegadas decisões unilaterais do Presidente Mugabe, fora da letra do acordo, e de repressão das forças de segurança contra dirigentes e militantes do MDC, o comunicado não identifica as áreas de atrito nem os responsáveis pelo incumprimento dos acordos.

Ao invés, assume um tom conciliatório e saúda o “facilitador”, o Presidente Jacob Zuma, da África do Sul, e a sua equipa de mediação pelos esforços feitos na resolução da crise provocada pela recusa de Mugabe e da ZANU-PF em aceitarem a derrota eleitoral nas legislativas de 2008 e a desistência de Tsvangirai da segunda volta das presidenciais devido ao clima de violência prevalecente no país.

Morgan Tsvangirai, que participou igualmente na cimeira, bem como Welshman Ncube, em representação das duas facções do MDC envolvidas no governo de unidade nacional, têm-se queixado frequentemente de que as condições para a realização de eleições estão longe de criadas, enquanto o Presidente Robert Mugabe vem defendendo eleições ainda este ano.

O comunicado final da cimeira de Sandton, Joanesburgo, apela ainda aos Estados Unidos da América, União Europeia e, em particular, ao Reino Unido para que ponham termo às sanções impostas aos líderes zimbabueanos da ZANU-PF.

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