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Roubos condicionam qualidade de energia

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), Manuel Cuambe, considera que enquanto persistirem os roubos, será difícil resolver a questão da fraca qualidade de energia no país.

O PCA, falando a Televisão Independente de Moçambique (TIM), disse que se regista uma sobrecarga na actual capacidade instalada de energia, agravada pelos roubos através de ligações clandestinas e vandalização de cabos eléctricos, que se verificam um pouco por todo o país.

Cuambe reconhece que a expansão de energia para os clientes não tem sido acompanhada pela devida qualidade, razão pela qual muitas queixas dos clientes incluem danos causados nos seus electrodomésticos.

O PCA lamenta esta situação e diz que pouco se pode fazer neste momento para melhorar a qualidade de energia. Os bairros suburbanos são os mais afectados pela fraca qualidade de energia.

Aliás, é precisamente nestes bairros onde se registam a maioria dos casos de ligações clandestinas. “As culpas devem ser repartidas com alguns clientes desonestos que fazem ligações clandestinas” frisou.

Cuambe diz que é necessário mais dinheiro para melhorar a qualidade da energia que a EDM fornece aos seus clientes. De referir que a EDM foi lesada em mais de 500 milhões de meticais (cerca de 13,9 milhões de dólares), de meticais no primeiro semestre deste ano por ligações ilegais de energia e roubo de cabos eléctricos.

O volume de prejuízos que a empresa sofreu é quase equivalente à verba utilizada na modernização da rede no mesmo período. As ligações clandestinas são frequentes nos bairros suburbanos, onde impera um ordenamento caótico.

As mesmas ocorrem quando clientes com contrato de fornecimento de energia com a EDM permitem que os seus vizinhos façam uma extensão da ligação a consumidores sem contrato.

Os cabos da rede eléctrica da EDM, sobretudo os de cobre, são roubados e depois revendidos para oficinas de sucata, para o fabrico de vários utensílios.

De Janeiro a Junho deste ano, 60 mil novos consumidores entraram na rede, em todo o país, aumentando para 790 mil o número de clientes da empresa. Com o número de ligações atingidas no primeiro trimestre, faltam mais 60 mil para a empresa conseguir a meta de 850 mil consumidores, prevista para este ano.

Em Moçambique a taxa de acesso a energia eléctrica é de 14 por cento.

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