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Roubo de torneiras e contadores preocupa moradores do décimo nono bairro

Uma onda de roubo de torneiras e respectivos contadores acaba de eclodir no décimo nono bairro, Manga-Mascarenha, arredores da Cidade da Beira, deixando os residentes locais preocupados nos últimos dias. O Autarca apurou no mesmo bairro a existência de quarteirões cujas residências todas ficaram sem torneiras e contadores, numa acção de roubo ocorrida numa única noite. No entanto, até o presente momento não há indicação de detenções por parte da Polícia da República de Moçambique (PRM) de presumíveis autores dessa prática, que se suspeita seja uma rede bem organizada. 

Sabe-se, entretanto, que os contadores são propriedade do FIPAG, instituição que gere o sistema de abastecimento de água à Cidade da Beira e outras capitais provinciais no País.

O FIPAG ainda não se pronunciou publicamente a cerca dessa onda de roubo de torneiras e contadores que ameaça expandir-se por outros bairros da Cidade da Beira. O Autarca contactou na segunda-feira o Director do FIPAG na Cidade da Beira, José Duarte, o qual alegou falta de tempo para propor o encontro ficasse marcado para a próxima quinta-feira, depois de amanhã.

Já na semana passada havíamos contactado o secretariado de direcção do FIPAG na Beira, tendo nos sido dito que o responsável que devia prestar declarações sobre essa matéria não se achava presente. Não está ainda clara a motivação dessa onda de roubo, mas alguns residentes no décimo nono bairro referiram-nos ter acompanhado que os ladrões visam a sua venda no mercado de sucataria.

Os contadores disponibilizados pelo FIPAG e algumas torneiras de aquisição particular são feitos de material de cobre, o qual tem tido bastante aceitação nos últimos tempos no mercado de sucataria. O processo normal de instalação de contadores de água, o FIPAG cobra não menos que dois mil e quinhentos meticais aos utentes, quantia equivalente a cerca de cem dólares americanos.

Enquanto o FIPAG não se pronuncia na sequência dessa escalada de roubo de contadores, os moradores que ficaram privados deles nas suas residências vão manifestando apreensão porque não sabem ainda qual será a sua sorte, nomeadamente se a reposição será feita a custo zero ou terão novos encargos financeiros. Esta é a grande questão que o FIPAG terá de esclare cer aos seus clientes.

O fraco patrulhamento por parte da PRM sobretudo no interior dos bairros tem concorrido para os larápios desenvolverem as suas acções com facilidades. Refira-se, também, muitos bairros as áreas interiores estão desprovidas de iluminação pública, que seria uma fonte de retracção de práticas de roubo e outros crimes que ocorrem. A EDM também tem sofrido sabotagem mais ou menos idêntica a esta que o FIPAG e os seus clientes ora registam, nomeadamente redes de marginais roubam condutores eléctricos feitos de material de cobre também para alimentarem o mercado de sucataria.

O que se sabe, entretanto, a EDM tem feito a reposição dos materiais roubados recorrendo a meios próprios, ou seja, sem encargos adicionais aos seus clientes.

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