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Rio Tinto inicia exportação do carvão de Benga

Rio Tinto inicia exportação do carvão de Benga

Partiu na manhã desta segunda-feira(25), do Porto da Beira, província central moçambicana de Sofala, com destino à Índia, o navio Genco Loire, com cerca de 35 mil toneladas de carvão metalúrgico, extraído nas minas de Benga, no distrito de Moatize, em Tete, pela companhia australiana Rio Tinto, o que constitui a primeira exportação daquela empresa.

Trata-se de uma operação que iniciou cerca das 20.00 horas da passada Sexta-feira que terminou com sucesso e superou de longe as expectativas daquela indústria extractiva, autoridades marítimas e gestores daquele complexo portuário, numa altura em que a segunda exportação está prevista para meados de Julho próximo, com destino ainda por definir.

Dados obtidos na circunstância pelo jornal Noticias indicam que tal escoamento do mineral pela linha de Sena até ao Porto da Beira envolveu um total de 20 comboios desde o passado dia 27 de Abril último, que culminou no transporte total de mais de 45 mil toneladas daquela firma.

Para o director executivo do Sector de Energia da Rio Tinto, Doug Ritchie, “a exportação daquele primeiro lote marca um ponto importante no desenvolvimento faseado dos nossos recursos como o carvão de coque de primeira linha em Moçambique”.

A primeira concessão da exploração de minas de carvão daquela multinacional entrou em plena operação em Fevereiro passado na zona de Benga e foi inaugurada pelo Chefe do Estado, Armando Guebuza, precisamente no passado dia 3 de Maio último.

A Rio Tinto já investiu mais de 120 milhões de dólares norte-americanos e projecta consumir este ano acima de 160 milhões, para além dos 250 milhões de dólares destinados para o processo de reassentamento das pessoas abrangidas nas áreas do projecto.

Por dificuldades relacionadas neste momento com infra-estruturas na bacia do Zambeze, a Rio Tinto está a travar negociações com a Empresa Pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique com vista a criar parcerias para o financiamento de construção de um ramal entre a estação ferroviária de Moatize e a região de Benga até 2015.

Cinco anos depois, ou seja até 2020, aquela companhia projecta extrair nas minas de Benga uma média anual acima de 50 milhões de toneladas de carvão, entretanto, condicionadas à óptima qualidade de infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias até ao campo de produção.

Conforme está previsto, até 2017 a mina de Benga vai contar com uma central de produção de energia eléctrica na base do refugo de carvão extraído pela Rio Tinto e a mesma corrente também vai alimentar os restantes pontos do país.

A avaliar pelo imenso potencial do jazigo do mineral de Moatize, a Rio Tinto e a operadora brasileira Vale Moçambique esperam exportar conjuntamente nos próximos cinco anos para a Índia mais de 100 milhões de toneladas de carvão, incrementando significativamente a balança de pagamentos e Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique.

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