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Resultados confirmam vitória da FRELIMO e seu candidato

À medida que mais resultados da contagem parcial vão sendo anunciados ao longo desta manhã pela Rádio Moçambique, vai ficando cada vez mais confirmado que o partido no poder, FRELIMO, e o seu candidato presidencial Armando Guebuza, continuam a liderar folgadamente tudo indicando que poderão ter uma vitória esmagadora sobre outros partidos e concorrentes á chefia do estado moçambicano, nomeadamente Afonso Dhlakama e Daviz Simango.

Entre os resultados anunciados ao longo desta manhã referente a 22 mesas de voto no distrito de Mogovolas, na província de Nampula, espelham o seguinte:

Armando Guebuza (Frelimo) 3,833

Daviz Simango (MDM) 409

Afonso Dhlakama (Renamo) 2,050

Outros dados referentes a seis mesas de voto no distrito de Nacaroa, também em Nampula mostram o seguinte:

Armando Guebuza (Frelimo) 1,306

Daviz Simango (MDM) 78

Afonso Dhlakama (Renamo) 305

Em Nacala, foram apurados os seguintes resultados em 10 mesas de voto:

Armando Guebuza (Frelimo) 2,406

Daviz Simango (MDM) 144

Afonso Dhlakama (Renamo) 1,564

Outra contagem feita em oito mesas de voto no distrito de Namuno na província de Cabo Delgado mostra os seguintes resultados:

Armando Guebuza (Frelimo) 1,934

Daviz Simango (MDM) 114

Afonso Dhlakama (Renamo) 298

No distrito de Balama também em Cabo Delgado revelou o seguinte:

Armando Guebuza (Frelimo) 1,582

Daviz Simango (MDM) 93

Afonso Dhlakama (Renamo) 435

Resultados duma contagem feita a 28 mesas de voto no distrito de Gorongosa na província central de Sofala, revelaram o seguinte:

Armando Guebuza (Frelimo) 3,383

Daviz Simango (MDM) 114

Afonso Dhlakama (Renamo) 298

Uma outra contagem referente a oito postos de votação do distrito de Nicoadala na província da Zambézia ditou o seguinte:

Armando Guebuza (Frelimo) 1,599

Daviz Simango (MDM) 159

Afonso Dhlakama (Renamo) 550

Outro apuramento referente a 25 postos de votação do distrito de Zavala na província de Inhambane deu o seguinte quadro de resultados:

Armando Guebuza (Frelimo) 8,223

Daviz Simango (MDM) 537

Afonso Dhlakama (Renamo) 464

Um outro apuramento feito em três mesas de voto na Matola-Rio, província de Maputo, deu o seguinte resultado:

Armando Guebuza (Frelimo) 815

Daviz Simango (MDM) 123

Afonso Dhlakama (Renamo) 37

Noutro apuramento feito na cidade de Xai-Xai na província de Gaza englobando 10 mesas de voto, produziram o seguinte resultado:

Armando Guebuza (Frelimo) 5,612

Daviz Simango (MDM) 695

Afonso Dhlakama (Renamo) 148

No que tange as eleições parlamentares, a Frelimo também leva uma vantagem confortável sobre a Renamo, e tudo mostra que irá manter essa vantagem, se não mesmo incrementar ainda mais o número de deputados no parlamento. Actualmente, a Frelimo detém 160 dos 250 assentos do parlamento moçambicano, contra 90 da agora defunta Renamo-União Eleitoral.

Mesmo os 16 partidos pequenos que disputam estas eleições obtiveram resultados insignificantes, que mesmo somados ou combinados numa coligação não teriam nenhuma hipótese de suplantar a Frelimo. A diferença não é sequer de 80 para 8, mas sim algo parecido com 80 para quase zero.

Um dos líderes destas pequenas formações políticas, Yacub Sibidy do PIMO, telefonou à AIM esta manhã para dizer que reconhecia a supremacia política da Frelimo, agora confirmada nas urnas, e que é tempo da oposição associar-se a FRELIMO e apoiar a sua agenda nobre de lutar contra a pobreza, tal como quando três formações politicas se juntaram em 1964 para se transformar numa só que lutou contra o colonialismo português.

“Creio que tal como nessa altura não havia razão para ninguém se opor à luta contra o colonialismo, creio que agora também é tempo de nos unirmos em torno da agenda da Frelimo de lutar contra a pobreza. Quem se opor a esta agenda, terá perdido a oportunidade de ser útil ao povo moçambicano”, disse Sibidy. Segundo a tendência dos resultados, haverá três bancadas no parlamento.

O MDM irá juntar-se as bancadas da Frelimo e da Renamo que vinham sendo as duas únicas que disputavam aquele órgão legislativo nos últimos 10 anos. Há indicações de que o MDM poderá eleger alguns deputados na província de Sofala e possivelmente uns poucos na cidade de Maputo e provavelmente dois nas províncias de Niassa e Inhambane.

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