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Renamo retoma os ataques no centro de Moçambique e condiciona o seu fim ao consenso no diálogo político

Depois de a 07 de Maio último ter anunciado, unilateralmente, a suspensão dos ataques que fustigavam a região centro de Moçambique, principalmente o troço entre Muxúnguè e Rio Save, a Renamo veio a público, esta segunda-feira (02), dizer que retomou os confrontos alegadamente devido à “arrogância e prepotência” das Forças de Defesa e Segurança (FDS), que não param de engendrar ataques contra os seus guerrilheiros e suas posições.

António Muchanga, porta-voz do Gabinete de Afonso Dhlakama, reconheceu que o partido está ciente dos retrocessos que esse posicionamento representa para o país. Contudo, “(…) perante a arrogância e a prepotência das forças do Governo no terreno não há outra escolha que as forças da Renamo possam fazer senão defenderem-se com todos os meios de que dispõem”.

Segundo Muchanga, os guerrilheiros da Renamo prometem, ainda, perseguir os atacantes até as suas posições de partida. Ele disse que na noite de domingo (01) e na madrugada desta segunda-feira (02) houve confrontos entre os homens armados do seu partido e as FDS, acto que culminou com a perseguição destes até uma zona da Estrada Nacional Número 1 (EN1). Por conseguinte, algumas pessoas morreram e outras ficaram feridas, para além de quatro viaturas militares destruídas.

Refira-se que os confrontos entre as duas partes acontecem desde a tarde da passada quinta-feira (29). As incursões tiveram lugar na Casa Banana, em Mucodza e em Vunduzi, no distrito de Gorongosa, na província de Sofala.

A Renamo acredita que as FDS pretendiam capturar e matar o seu líder, Afonso Dhlakama, e os seus homens de segurança. Muchanga explicou ainda que a suposta operação de abate de Dhlakama faliu devido à colaboração de alguns elementos das FDS e da FIR, que alertaram os guerrilheiros da Renamo sobre o plano, o que permitiu a preparação para a recepção do inimigo.

Refira-se, também, que a passada quarta-feira (28), a Perdiz acusou o Governo moçambicano de estar a traçar novos planos para assassinar o seu líder. E desconfiança surgia devido às alegadas movimentações que FDS têm feito na região da Gorongosa, presumível esconderijo de Dhlakama.

Perante essa situação, a Renamo diz sem papas na língua que só voltará a cessar-fogo se as partes envolvidas no diálogo político, no Centro Internacional de Conferencia Joaquim Chissano (CICJC), em Maputo, alcançarem um entendimento, cujo cumprimento do mesmo será garantido pelos mediadores internacionais. Entretanto, a 60ª sessão do diálogo político entre o Governo e a Renamo, desta segunda-feira, terminou sem nenhum consenso.

 

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