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Renamo estuda estratégias de ofensiva política contra a Frelimo

O partido Renamo está reunido em Nampula numa conferência regional Norte-Centro a desenhar estratégias de defesa e ofensivas contra a Frelimo, “provocações” da Polícia da República de Moçambique, e criação de estruturas rumo à liderança do país nos próximos tempos.

Segundo o líder da segunda maior força política do país, Afonso Dhlakama, o encontro visa igualmente criar estruturas dentro do partido no sentido de “garantir que não seja a Frelimo a criar planos e estratégias de actividades da Renamo”. Além disso, Dhlakama afirmou ainda que um dos planos que está a ser estudado no encontro é garantir que a população esteja socializada permanentemente com o partido Renamo “por ser o próximo guiador do país rumo ao desenvolvimento que não se faz sentir desde que a Frelimo comanda os destinos desta Pérola do Índico”.

Dhlakama avançou que a população não pode deixar-se levar pelas propagandas baratas da Frelimo promovidas na TV e rádio, falando do desenvolvimento quando, na verdade, grande parte dos moçambicanos passa fome.

“Neste encontro, estamos a deixar claro que não devemos fazer política com base nas políticas do partido Frelimo mas devemos colocar estratégias que possam espelhar o nosso futuro e visões”, disse. O líder da Renamo falou que, em consequência disso, grande parte dos moçambicanos não consegue matricular as suas crianças numa escola pública devido à má gestão da Frelimo.

“Estamos aqui porque queremos nos autogerir no sentido de controlarmos as regiões centro e norte, uma vez que zonas com grandes recursos naturais”, afirmou para depois acrescentar que ao falar destas regiões não está a promover o regionalismo e nem pretende gerir os recursos que as regiões detêm.

Dhlakama deu o exemplo da provável construção de uma refinaria de petróleo no distrito de Nacala como sendo uma das provas que está a deixar a Frelimo preocupado, daí estar a promover campanhas clandestinas contra a Renamo.

“Aquando da minha mudança para a província de Nampula todos criticaram-me, mas eu já imaginava que em Nacala-a-Velha vai ser construído uma refinaria já mais vista. Tenho que estar aqui para proteger a população e os recursos existentes nestas duas regiões”, garantiu.

Num outro desenvolvimento, Dhlakama afirmou que se pretende no encontro capacitar ds seus quadros, “novos talentos”, para conhecerem estrategicamente as duas zonas.

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