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Renamo diz que vai promover manifestações durante as intercalares

O Porta-voz da Renamo na província central da Zambézia, Noé Mavereca, diz que as eleições intercalares agendadas para Sete de Dezembro próximo, nos municípios de Quelimane, Pemba e Cuamba, são irrelevantes para o seu partido, razão pela qual promete uma série de manifestações durante todo o período eleitoral.

Mavereca afirmou, sem detalhar os passos que estão a ser dados para a concretização do que chamou de “revolução popular”, que as manifestações, alegadamente para derrubar o actual Governo da Frelimo, legitimado pelo sufrágio universal de 2009, vão eclodir antes do final do mês de Dezembro próximo.

Desde 1994, ano das primeiras eleições multipartidárias em Moçambique, que a Renamo e o seu líder, Afonso Dhlakama, vem averbando derrotas eleitorais de forma humilhante.

Ele disse que a Renamo, ate aqui considerado o maior partido da oposição em Moçambique, pretende aproveitar-se do período reservado as eleições intercalares, na sequência da renúncia dos respectivos edis, para intensificar a organização da suposta “acção popular”.

A Frelimo, o partido governamental, através do seu Secretário para a Mobilização e Propaganda, Edson Macuácua, considerou recentemente de irracional a pretensão da Renamo, que pela voz do seu líder, Afonso Dhlakama, prometeu aquartelar os antigos guerrilheiros do seu movimento e organizar manifestações, justificando que o país esta em paz e ninguém quer a guerra.

“Agora não há condições. Participar em eleições neste momento seria para o inglês ver. A Renamo não quer legitimar uma democracia fantoche. Hoje, as prioridades na agenda da Renamo estão viradas para a preparação da ‘revolução popular’ e não eleições intercalares”, declarou, por outro lado, aquela figura da Renamo na Zambézia, citada pelo ‘Diário de Moçambique’.

“Agora não vale a pena concorrer porque é uma fantochada. A própria resignação de Pio Matos (município de Quelimane) foi uma fantochada, porque há muito tempo a bancada da Frelimo na Assembleia Municipal andava a votar a favor de todos os projectos dele, para, de um momento para o outro, forjar um consenso de que ele deve sair do cargo”, disse Mavereca .

Até ao momento apenas o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), a segunda maior força politica com assento no parlamento, e a Frelimo manifestaram interesse em concorrer nas eleições intercalares que culminarão com a sucessão dos presidentes dos três municípios em que os respectivos edis renunciaram os cargos.

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