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RENAMO anuncia reagrupamento de antigos guerrilheiros

A RENAMO, antigo movimento rebelde armado e hoje principal partido da oposição em Moçambique, afirmou, no Maputo, que vai reagrupar os antigos guerrilheiros “compulsivamente” desmobilizados das Forças Armadas e os que nunca chegaram a ser nelas integrados.

Em conferência de imprensa concedida, esta quarta-feira, na capital do país, pelo porta-voz da RENAMO, Fernando Mazanga, este afirmou que a decisão de “aquartelar” os antigos guerrilheiros em todas as províncias do país surge na sequência de pedidos feitos por alguns guerrilheiros ao presidente do partido, Afonso Dhlakama, numa visita, este mês, à província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.

“A RENAMO saúda a decisão da criação dos quartéis dos desmobilizados da RENAMO, que estão a ser expurgados das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM)”, disse Fernando Mazanga, antes da conferência de imprensa.

Os primeiros “quartéis”

Numa primeira fase, especificou Mazanga, vai ser criado um quartel no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado, seguindo-se os distritos de Cuamba (Niassa) e Mocuba (Zambézia), no Norte e Centro de Moçambique, respectivamente.

Além de reagrupar os militares desmobilizados, cujo número não foi especificado, os quartéis da RENAMO vão também albergar os cerca de 10 mil guerrilheiros que o partido afirma não terem sido integrados no Exército unificado, resultante do Acordo Geral de Paz.

“Quando a guerra terminou (1992) tínhamos cerca de 15 mil guerrilheiros, dos quais apenas cerca de seis mil foram incorporados nas FADM, alguns passaram à vida civil, ficando tantos outros por incorporar. Com a desmobilização compulsiva, teremos de os acolher em aquartelamentos”, acrescentou Fernando Mazanga.

Questionado sobre o perigo de reagrupar militares à margem do sistema de defesa e segurança do Estado, o porta-voz da RENAMO afirmou que a medida “não trará nenhuma perturbação e visa apenas não abandonar à sua sorte os antigos guerrilheiros do partido”.

“Como sabem, sempre tivemos guerrilheiros em algumas das nossas antigas bases, à espera de incorporação nas forças de defesa e segurança, mas nunca provocaram nenhum tipo de distúrbio”, disse Fernando Mazanga.

O porta-voz anunciou ainda que o seu partido está disponível para negociar com o partido no poder, FRELIMO, sobre a resolução dos problemas que afectam o país, incluindo a necessidade de “despartidarizar as instituições do Estado”.

Amiúde a RENAMO queixa- se da marginalização dos seus membros e simpatizantes nas mais variadas esferas socioeconómicas.

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