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Reino Unido prepara 56 milhões de euros para Moçambique

O Governo do Reino Unido, através do Department for International Development (DFID), está a preparar cerca de 56 milhões de euros (perto de 2,2 mil milhões de meticais), para melhorar a vida dos moçambicanos no período compreendido entre 2015 e 2016.

Apurou-se junto do DFID em Maputo que o valor será gasto basicamente no melhoramento de acesso à água potável, saneamento de meio, educação infantil e assistência humanitária às populações directamente afectadas pelo conflito político-militar, envolvendo as forças governamentais e a guerrilha da Renamo (2012/2014).

Em 2015, o DFID espera assistir cerca de 32 mil moçambicanos desprovidos de serviços básicos mínimos, contra mais de 43 mil pessoas assistidas em 2014, principalmente, das zonas mais recônditas do país.

No seu balanço anual sobre os programas de assistência bilateral a Moçambique, em 2014, e perspectivas para 2015/16, aquele departamento do Reino Unido destacou o crescimento económico do país (cerca de 7%), fluxo de investimento externo e incremento de receitas do Estado, considerando que a este ritmo a “Pérola do Índico” poderá tornar-se independente da ajuda externa já em 2023.

Porém, apesar desses avanços, o DFID lamenta o facto de o crescimento económico de Moçambique, pelo menos nos últimos dez anos, estar altamente concentrado em mega-projectos de capital intensivo, sem criar muitos empregos e redução da pobreza, pois o país continua a figurar como “um dos mais pobres do mundo” e o 14º pior do planeta em termos de vias de acesso.

“A oportunidade económica é limitada. Apenas 10% dos moçambicanos estão formalmente empregados”, realça o Department for InternationalDevelopment, acrescentando que a população supera a criação de emprego e as exportações tradicionais estão cada vez mais em queda, um cenário propício para eclosão da chamada “Doença Holandesa”, devido ao actual modelo da economia do país, completamente dependente dos recursos naturais.

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