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Régulo morre e transforma-se em animal em Morrumbala

Já passam dois meses que o régulo Ndambuenda, da localidade de Pinda, no distrito de Morrumbala, sul da Zambézia, perdeu a vida. No terreno, as pessoas dizem que o falecido régulo transformou-se num hipopótamo, tudo porque não foram cumpridas as recomendações que havia deixado antes da sua morte.

Até hoje e o régulo Ndambuenda continua a conviver com a comunidade local de Pinda. Ramiz Jaime, diz ser primo do falecido régulo e conta-nos como é que um homem já morto agora transformou-se num animal.

Jaime disse ao colaborador do Diário da Zambézia que tudo começou quando o referido régulo começou a sentir algumas dores, dores essas que paulatinamente iam-se agravando. Vendo já a sua saúde debilitada, o régulo Ndambuenda informou a sua irmã que, por sinal, encontrava-se próximo da sua zona para chegar à sua casa.

Quando recebeu o recado, a irmã, cujo nome não obtivemos, fez-se à casa do mais velho para ouvir o motivo da chamada. O doente, neste caso o régulo, pediu a sua irmã para que seguisse as orientações tradicionais. Seguidas todas orientações, não passaram muitas horas, o régulo perdeu a vida.

E como transformar-se em hipopótamo?

No local ficamos a saber que alguns membros da comunidade de Pinda têm convidado o falecido para juntos trocarem copos e comer alguma coisa.

Mas antes disso, no dia em que se ia realizar o funeral, a comunidade de Pinda foi surpreendida logo de manhã por um enorme hipopótamo todo cheio de lama, não se sabendo donde veio e o mais caricato e que ainda cria espanto é que o animal foi se alojar na casa onde morava o finado.

E não só isso, naquele local, basta alguém pronunciar o nome do régulo falecido o hipopótamo sai ao seu encontro e mostra sinais de querer conversar com as pessoas sem problema algum.

Conforme explicações de Ramiz Jaime, o “hipopótamo até não recusa consumir bebidas alcoólicas e segura com os dentes o copo” – estivemos a citar o sobrinho do falecido régulo.

Gente com tradição mexe-se

Como o assunto ultrapassa as capacidades das autoridades governamentais, eis que os influentes da localidade de Pinda criaram já uma comissão liderada por uma rainha, também conhecedora da tradição para junto das outras pessoas encontrarem saídas deste problema.

No último sábado a comunidade local convocou um encontro com o Chefe do Posto e alguns elementos da administração de Morrumbala para resolução deste problema.

Todos são unânimes em afirmar que não se sabe o que fará aquele animal no futuro, por isso urgem medidas para estancar uma vez por todas aquele mal.

Mas mesmo assim, as comunidades equacionam duas hipóteses. Sendo a primeira que passa pela via de tratamento evocando os espíritos de Pinda enquanto que a segunda passará por método de abate com uma arma de fogo ao animal.

Contudo, o segundo método de resolução não foi bem recebido pela comunidade, visto que o régulo Ndambuenda era carismático e sempre ajudou a comunidade, por isso não devia morrer desta forma.

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