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Regulado de Derre enterra “fantasma da guerra”

O poder comunitário do Posto Administrativo de Derre, distrito de Morrumbala, província central da Zambézia, assegurou a Primeira- Dama moçambicana, Maria da Luz Guebuza, que o “fantasma da guerra”’ está morto e enterrado e jamais retornará.

A preocupação das bases neste momento é trabalhar juntamente com os membros das comunidades para desenvolver o país e não pensar em conflitos armados que, única e simplesmente, retardam o crescimento que se está a assinalar. A garantia foi dada a esposa do Presidente da República no encontro que manteve com as bases no pacato povoado de Chilo, Posto Administrativo de Derre, para entre vários aspectos dialogar com as lideranças comunitárias sobre as melhores formas de acabar com práticas discriminatórias à rapariga, assegurar maior engajamento no combate as doenças e incentivar maior produção agrícola.

“Para nós, mamã da Luz, o fantasma da guerra está morto e enterrado, não queremos mais voltar a viver as experiências da guerra, que ainda guardamos amargas e tristes lembranças, mas sim esquece”’, disse o régulo do povoado, que recebeu, em sua residência, a esposa do presidente que pernoitou naquela modesta casa.

O líder disse, por outro lado, que todos os membros da sua povoação desejam ser como Eduardo Mondlane, primeiro presidente da Frelimo, partido no poder, que é também considerado Arquitecto da Unidade Nacional. Mondlane morreu no dia 03 de Fevereiro de 1969 na Tanzânia, outrora berço de operações da Frelimo, durante a luta de Libertação que culminaria, em 1975, com a Independência Nacional.

Segundo os líderes, não há mais espaço para discursos belicistas e sediciosos de pessoas que são contra a paz e tranquilidade, sobretudo o bem-estar da nação que está a crescer a olhos vistos. Contudo, os líderes arrolaram na lista de pedidos a disponibilização de uma ambulância ao povoado para evacuar os doentes em situação de emergência, porque a existente serve a sede do posto, a ampliação da unidade sanitária, e a afectação de mais professores.

A “mãe da nação” que se manifestou profundamente satisfeita com a determinação das lideranças pediu-as, no entanto, que atribuíssem à educação da rapariga o mesmo valor que a educação dos rapazes, porque elas podem também contribuir na construção de um Moçambique rico e próspero. Maria da Luz repudiava assim as práticas discriminatórias em que os pais olham para as filhas como objectos de geração de riqueza, entregando-lhes ao casamento nalguns casos com apenas 12 anos de idade.

Esta prática, embora parece estar em extinção entre hábitos e costumes da sociedade civil moçambicana, continua viva entre as comunidades do interior, limitando sem a menor sombra de dúvida as hipóteses de um futuro melhor para a rapariga. “As meninas têm o direito de crescer num ambiente familiar acolhedor e estudar para serem parteiras, enfermeiras, médicas e professoras assim como são os rapazes”, disse a Primeira-Dama, apontando, desta feita, a necessidade de haver uma maior determinação dos pais das crianças.

A problemática do HIV/SIDA, que constitui um sério perigo nesta província do país, foi também motivo de duras críticas feitas pela Primeira-Dama, porque além de deixar órfãs as crianças quando os progenitores morrem vítimas da doença, as coloca ainda numa situação de chefes de família, o que constitui um pesado fardo ao crescimento socio-económico do país.

A SIDA, segundo ela, está a deformar o tecido social moçambicano, daí que “cada um de nós deve afirmar que não quero morrer desta doença e tudo deve fazer para evitar a infecção pelo vírus desta patologia”. A pandemia do SIDA no país afecta 16 por cento dos pouco mais de 20 milhões de moçambicanos em idade sexualmente activa, dos 18 aos 49 anos.

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