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Reembolso do FDD/ Guebuza defende mudança de percepção

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, destacou a necessidade de haver uma mudança de percepção em relação ao Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões, apesar de os níveis de reembolso estarem ainda abaixo do desejado.

Os níveis de reembolso, segundo Guebuza, não podem ser julgados só em função das verbas devolvidas pelos mutuários à gestão do fundo de desenvolvimento, mas também dos diversos projectos seguros cuja realização só foi possível com auxílio deste financiamento distrital.

“Notamos na própria população e nos membros dos conselhos consultivos a compreensão de que não se pode julgar o reembolso nos termos que nós temos estado a fazer”, disse Guebuza. Casos existem em que se tem Dez milhões de meticais (o dólar equivale a cerca de 35 meticais) e ao fim de um determinado intervalo questiona-se qual foi o nível de reembolso. Quando o mesmo tiver sido igual a Dez mil apenas, não quer dizer, segundo o Presidente, que nada está a acontecer, porquanto o dinheiro foi utilizado para projectos que, alguns, só começarão a produzir efeitos três ou quatro anos mais tarde.

“Eu estou satisfeito pelo facto de que os conselhos consultivos e os cidadãos, em particular, já têm a noção de como programar o reembolso. Vamos ver no que vai resultar”, disse Guebuza. A província de Gaza conta com 4.380 membros de conselhos consultivos e até ao final de 2009 estavam alfabetizados 2.627. O Presidente falava na tarde de Sábado na Vila de Caniçado, sede do distrito de Guijá, numa conferência de imprensa que marcou o final da visita de quatro dias a província meridional de Gaza, onde escalou um total de quatro distritos, nomeadamente Chibuto, Chigubo, Chicualacuala e Guijá com ênfase nos postos administrativos e uma localidade.

Guebuza disse que o facto de a sua Presidência Aberta e Inclusiva estar a dar ênfase especial aos postos administrativos e as localidades espelha, primeiro, um sinal concreto de preocupação do Executivo com estes níveis administrativos, esperando que os quadros representativos também fiquem conscientes das suas atribuições e responsabilidades e se prepararem melhor para governar. A outra expectativa do Executivo, segundo Guebuza, é garantir que o distrito dedique muito mais atenção as instituições que estão a nível mais baixo, o que produzirá, por conseguinte, um efeito de desenvolvimento mais rápido para os postos administrativos, localidades até mesmo aldeias.

“Assim, haverá uma melhor fiscalização da aplicação dos sete milhões que lá chegam, o mesmo vai acontecer com os dois milhões destinados as infraestruturas”, explicou Guebuza, acrescentando que haverá todo um processo de interacção entre a província, distrito, posto administrativo e, nalguns casos, localidades que vai produzir mais desenvolvimento. Em relação ao rescaldo da visita, Guebuza reconheceu as dificuldades nas áreas de abastecimento de água, tanto para o consumo humano, quanto para o abeberamento do gado. As estradas oferecem muita intransitabilidade, e há distritos sem acesso a energia eléctrica e também zonas em que não tem o sinal da telefonia móvel.

Contudo, o Presidente se alegrou com o facto de a população reconhecer que a sua vida mudou no sentido positivo e prova disso é a maturidade demonstrada que se traduz na plena consciência das limitações que o país ainda enfrenta neste momento, mas acima de tudo, essa mesma população continua proactiva.

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