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Reduziu especulação, mas embalagens foram viciadas

As autoridades municipais da cidade de Maputo consideram que houve poucos casos de especulação de preços de bens alimentares durante a quadra festiva, mas em contrapartida surgiu um novo fenómeno que consiste na diminuição de produtos nas embalagens.

Falando, Quinta-feira (3), em entrevista a AIM, o porta-voz do Comando da Polícia Municipal de Maputo, Jochua Lai, disse que estas infracções resultaram na apreensão de mais de 85 sacos de batata reno, que tinham peso abaixo de nove quilogramas, contra os 10 quilogramas recomendados.

“Eles (os comerciantes) diminuem as quantidades de batata. Depois de pesados, apurou-se que alguns sacos pesavam apenas oito quilogramas”, disse Lai, anotando que, por lei, o saco de batata reno deve ter um peso igual ou aproximado a 10 quilogramas.

Para a Polícia, esta infracção consiste num roubo ao munícipe e está associada a especulação, uma vez que, apesar da manutenção dos preços dos produtos, o seu peso diminui, obrigando os consumidores a pagarem por uma quantidade inferior a desejada.

Para este tipo de infracção, a primeira medida consiste na apreensão do produto. No caso de reincidência, o infractor corre o risco de perder a sua banca durante um período que varia de seis a 12 meses.

Segundo Lai, contrariamente ao ano anterior, nesta última quadra festiva não houve um número significativo de casos de reincidência, uma vez que, apercebendo-se da intensificação das medidas de fiscalização, os infractores trataram de corrigir o problema de imediato.

Jochua Lai explicou que esse tipo de infracções foram registadas no período entre os dias 20 a 24 de Dezembro e logo depois a situação ficou normalizada.

Outro problema que afectou a actividade comercial durante a quadra festiva foi a adulteração das balanças, uma situação que resultou na apreensão de nove balanças.

Além de alterados, estes instrumentos não continham o selo atribuído pela Direcção de Mercados do Conselho Municipal de Maputo.

Estes problemas foram registados em diversos mercados da capital moçambicana, com destaque para o Mercado Grossista do Zimpeto e no Mercado do Xipamanine, onde a Polícia Municipal instalou postos para atender casos de suspeitas e de denúncias dos consumidores.

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